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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
25
Dez16

GLOSANDO ANTÓNIO GEDEÃO

Maria João Brito de Sousa

a-passarola-de-bartolomeu.jpg

 



 Soneto

Ao Luís Vaz, recordando o convívio da nossa mocidade.





Não pode Amor por mais que as falas mude

exprimir quanto pesa ou quanto mede.

Se acaso a comoção concede

é tão mesquinho o tom que o desilude.



Busca no rosto a cor que mais o ajude,

magoado parecer os olhos pede,

pois quando a fala a tudo o mais excede

não pode ser Amor com tal virtude.



Também eu das palavras me arredeio,

também sofro do mal sem saber onde

busque a expressão maior do meu anseio.



E acaso perde, o Amor que a fala esconde,

em verdade, em beleza, em doce enleio?

Olha bem os meus olhos, e responde.



António Gedeão



in Colóquio Letras, nº55, Maio de 1980

 

 

IMENSURABILIDADE(S)





"Não pode Amor, por mais que as falas mude",

Muito objectivamente ir-se explicando,

Pois perde-se em razões, nunca encontrando,

Quando se quantifica, uma atitude.



"Busca no rosto a cor que mais o ajude";

Quando se lilude, é porque a foi esboçando

E invariavelmente a vai cambiando

Conforme se lhe impõe essa, a que alude...



"Também eu das palavras me arredeio"

Sempre que de Amor falo e, reconheço,

Que da(s) palavra(s) tenho algum receio



"E acaso perde, o Amor que a fala esconde,"

Dessa chama, ou centelha, o alto preço,

Por mais que, ao zero, o preço se arredonde?





Maria João Brito de Sousa - 25.12.2016 - 12.11h

 

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