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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
02
Nov16

GLOSANDO ANTÓNIO DE SOUSA (meu avô paterno)

Maria João Brito de Sousa

digitalizar0053.jpg

BANCARROTA



Esperei por mim em vão, suando rezas,

pragas, versos subtis, ruivas saudades,

Arrastei minhas horas indefesas

entre chusmas e fundas soledades.



Tive palácios de imortais certezas

com seus jardins de passear vaidades;

virtudes compassadas e burguesas

e dor sem nome, como o preso às grades.



Fui o fiel-conviva-de-banquetes,

o pálido-com-alma-pra-vender

nos mercados dos filhos de seus pais...



Subi-me ao céu nas canas dos foguetes,

fiz-me ladrão de sonhos, pra vencer,

e sei apenas que não posso mais!



António de Sousa

in "Livro de Bordo" (segunda edição)

Editorial Inquérito



CRÉDITO (tardio...)



"Esperei por mim em vão, suando rezas,"

quando era o verbo quem por mim esperava

e descobri-me cega e de mãos presas

a todas essas rezas que rezava...



"Tive palácios de imortais certezas"

feitos de um barro que ninguém moldava,

povoados por monstros e princesas,

dos quais fui, noite e dia, sendo escrava.



"Fui (o)a fiel-conviva-de-banquetes"

Estrangulada por mãos, quais torniquetes,

e desprezando o vôo dos pardais,



"Subi-me ao céu nas canas dos foguetes";

Vi homens a tombar, feitos joguetes

De uns poucos que "voavam" muito mais...



Maria João Brito de Sousa - 01.11.2016 - 13.35h

(revisto)



NOTA - Em ambos os sonetos foi utilizado o verso em decassílabo heróico.

 

 

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