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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
24
Dez16

GLOSANDO ANTÓNIO DE SOUSA IV

Maria João Brito de Sousa

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FOLHETIM

 

Jogou-se à vida o meigo desvairado

- em sete vezes sete cabriolas -

Com os nervos timbrados como violas

E uma pureza feita de pecado.

 

Tão cedo que chegou... e já deitado

O mundo todo - farto de violas!

Foi seu triste comer o pão de esmolas

De uns velhos astros, de um luar cansado.

 

Trazia um sonho e nenhum sonho o mede!

Só - como o vento em naves de pinhais -

O seu destino é uma paisagem morta;

 

Ninguém acode ao cheiro de quem pede

Sem moeda de compra, menos-mais...

Nem a Deus, nem ao Demo se abre a porta.

 

 

António de Sousa

 

In "Livro de Bordo", 2ª edição

Editorial Inquérito

 

INCÓGNITA

 

"Jogou-se à vida o/a meigo/a desvairado/a"

Nos seus tempos dourados de abastança

- que eram de sol, seus dias de criança -,

Que a vida recebeu por convidada.

 

"Tão cedo que chegou... e já deitado/a"

Às sortes de um pretérito em mudança,

Que havia de mudar-lhe a negra trança

Em cabelos de cinza desgrenhada...

 

"Trazia um sonho e nenhum sonho o/a mede!"

Não há metro que alcance o infinito,

Nem cálculo, ou perfeita dedução;

 

"Ninguém acode ao cheiro de quem pede",

Ou decifra a linguagem do seu grito,

Pois de imprevistos tece a solução.

 

 

Maria João Brito de Sousa - 24.12.2016 - 1.53h

 

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