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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
20
Nov16

GLOSANDO ANTÓNIO DE SOUSA III

Maria João Brito de Sousa

Eu e o avô poeta.jpg

NUVEM



Lá longe, aonde a vida me começa

- sorria por engano um sol de Inverno -

Não sei que deus me fez sua promessa

E fui outro menino, ávido e terno.



Mas a infância passou, nua e depressa

- subira o Sol como um clarão de inferno -

E fiquei-me neste ar de quem ingressa;

Grotesco, trivial, falso e moderno.



- Número sete, um passo em frente! - Pronto!

(A voz que me chamava, certa e calma,

Não viu que eu avançava cego e tonto...)



Achou-me assim, o tal que me perdeu!

- Ó nuvem! - tarde triste da minh`alma,

Quem por seus sonhos sofre como eu?





António de Sousa



In "Livro de Bordo" (2ª edição) Editorial Inquérito







PÓDIO





"Lá longe, aonde a vida me começa",

O Tempo é bem mais lento do que eu sou;

Corro, passo-lhe à frente a toda a pressa,

Sou quem ao próprio Tempo ultrapassou!





"Mas a infância passou, nua e depressa"

E a vida, quando os passos me travou,

Provou-me que, vivendo, se tropeça

Onde jamais o Tempo tropeçou...





"- Número sete, um passo em frente! - Pronto!"

Eis-me que mal avanço... o Tempo, esse,

Nunca envelhece, nem me dá desconto;





"Achou-me assim, o tal que me perdeu!"

(Mas como não esperar que me perdesse,

Se quis roubar-lhe o seu maior troféu?)







Maria João Brito de Sousa - 19.11.2016 - 21.36h

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