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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) , autora no Portal CEN, e membro da Associação Desenhando Sonhos, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
11
Set17

GLOSANDO A POETISA MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE - SILÊNCIOS

Maria João Brito de Sousa

silencio.jpg

 

O SILÊNCIO FALA E GRITA

 

 

Por vezes o silêncio fala e grita

De modo tão intenso tão feroz

Que quando ele aparece e nos visita

Faz-nos  acreditar que ganha voz

 

Disfarça-se a rigor qual parasita

E expressa-se de modo tão atroz

Que entre seus brados sente-se a desdita

Cingir-nos e tomar conta de nós

 

Porém se a madrugada esparge luz

Logo o silêncio foge e se conduz

À plena fantasia dos sentidos

 

Surge então do silêncio a quietude

Que se quer nos proteja ampare e escude

Em momentos pra nós mais doloridos

 

MEA

10/09/2017



***********

EM SILÊNCIO



“Às vezes o silêncio fala e grita”

Tornando-se um tirano prepotente

Mas, noutras, surge harmónico e suscita

Uma viagem nova ao que se sente.



“Disfarça-se a rigor qual parasita”,

Ou despe-se de véus e, de repente,

Ouvimos, dessa voz que nos habita,

Aquilo que, no fundo, nos faz gente.



“Porém se a madrugada esparge luz”,

Ocorre outro silêncio; o que traduz

A esp`rança do nascer de um novo dia.



“Surge então do silêncio a quietude”

E, em silêncio, se atinge a plenitude,

Ou se morre, num espasmo de agonia...





Maria João Brito de Sousa – 11.09.2017 – 13.36h

 

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