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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
23
Fev17

GLOSANDO A POETISA MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE XLI

Maria João Brito de Sousa

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UM POUCO DE PRIMAVERA

 

Naquela verde relva do jardim

Há salpicos de vida já brotando

Com a brancura fresca do cetim

São mesa posta a pássaros em bando

 

Que saltitam por ela em frenesim

Ora ali voando ora debicando

Num bailado de voos sem ter fim

E em alegres chilreios vão rimando

 

Versos em que prometem Primavera

Em abraços voados pla atmosfera

Que nas manhãs de sol pintam no espaço

 

E expressam melodia tão fremente

Com destreza singela e inocente

Mudando a cada instante seu compasso

 

MEA

21/02/2017

 

********************

 

MÁTRIA

 

 

"Naquela relva verde do jardim",

Expressando a vida em cor, rejubilantes,

Há vidas que parecem não ter fim,

Que renascem tão vivas quanto dantes,

 

"Que saltitam por ela em frenesim"

Contrariando os mais recalcitrantes,

Pois Vida, ao renascer, renasce assim,

Em ciclos pré-datados e constantes...

 

"Versos em que prometem Primavera",

Toda a Vida os compõe, vindos da espera

Que precede as razões de cada dia

 

"E expressam melodia tão fremente",

Que nada, nem ninguém, nega ou desmente

Que seja, a Vida, a mãe dessa harmonia!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 23.02.2017 - 09.40h

 

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