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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
03
Jan17

GLOSANDO A POETISA MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE XXXV

Maria João Brito de Sousa

Deus Dinheiro.jpg

 

EIS, QUANDO SE DESEJA PAZ, AMOR

 

… Eis, quando se deseja paz, amor
Quando o mundo se encanta nessa espera
Quando se enchem os céus deste louvor
Num cenário de mágica quimera

 

Na rua, solto oculto anda o terror
Espiando disfarçado como fera
E aguardando o momento esse estupor
Cada vez nos ataques mais se esmera

 

Avança numa fúria arrebatada
Leva no olhar a morte já ditada
Faz valer ali mesmo o seu rancor

 

E devasta destrói mata inocentes!
São seres possuídos e dementes
Que fazem propagar no mundo a dor

 

MEA
2/01/2017

 

-**-

 

QUEBRANDO AS ALGEMAS...

 

 

"...Eis quando se deseja paz, amor",

Igualdade, justiça e harmonia,

Desaba o mundo em nosso derredor

E impera a dura lei da mais-valia...

 

"Na rua, solto oculto anda o terror";

Sobrevive-se ainda mais um dia

A tanto solto, oculto despudor,

Nas ruas duma Terra, assim, sombria?

 

"Avança numa fúria arrebatada",

Numa ganância pouco humanizada,

Montado num ginete, o "Deus-dinheiro"

 

"E devasta destrói mata inocentes!"

É quebrar as grilhetas, minhas gentes,

Enquanto não domina o mundo inteiro!

 

 

Maria João Brito de Sousa - 03.01.2017 - 10.03h

 

 

 

 

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