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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
06
Set16

GLOSANDO A POETISA MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE III

Maria João Brito de Sousa

mar-revolto (1).jpg

 

PALAVRAS AO LUAR

Vim! E trouxe comigo mar bravio

Que destrói esta praia que me deste

Ao ver-te, alga, arrastada por navio

Num trajecto sem rumo e tão agreste

 

Há ondas que me afundam num vazio

Quando sinto, que nada, já fizeste

Que te afaste do mal negro e sombrio

Que assombra o teu caminho como peste

 

Acalmo este meu mar, de ondas gigantes

Teço-me de faróis, só vigilantes

Porque pra nada mais sou soberana

 

Perfumo as tuas noites, de luar

Pra que quando em teus braços se deitar

Leve a minha saudade, da semana

 

 

Maria da Encarnação Alexandre

05/09/2016

(Ainda à minha mãe)

 



CONFISSÃO...



"Vim! E trouxe comigo o mar bravio"

Desde o primeiro instante em que cheguei...

Depois, provei a fome e tive frio,

Mas não desdisse o mar, quando o provei!



"Há ondas que me afundam num vazio"

E outras que me juram que voei,

Que fiz, de cada vácuo, um desafio,

Que, por perder-me, muito mais ganhei...



"Acalmo este meu mar de ondas gigantes"

Na plenitude destes meus instantes

De breves, semi-breves e colcheias,



"Perfumo as tuas noites de luar",

Mas sou, mais do que tudo, onda de um mar

Que aspira a circular nas tuas veias...



Maria João Brito de Sousa - 06.09.2016 - 13.56h



(A todos os poetas que ousam navegar...)



 

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