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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
01
Fev17

CONVERSANDO COM MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE XIV

Maria João Brito de Sousa

TEMPOS DE SECA.jpg

UM AÇUDE DE ÁGUAS INQUIETAS



Tenho tantas palavras por dizer

E sei nelas tal força pra sair

Que se calcam e falham de nascer

Quando lhes vou dar tempo pra fluir

 

Deste dia nublado a embater

Nas vidraças querendo-me exaurir

Das forças que me restam por não ver

A clara luz do sol que me faz rir

 

E do mar a saudade que me dói

Que aninhada em meu peito me corrói

Assim latente traça esta inquietude

 

Que atropela o que penso e me confunde

E que neste dispor faz que me afunde

Nas águas inquietas deste açude

 

 

MEA

29/01/2017

 

 

TEMPOS DE SECA

 

 

É nos tempos da seca que a planura

Se enche das crostas áridas, gretadas,

Da terra sequiosa, ardente e dura,

Que implora a bênção de águas derramadas.

 

Se às vezes me sei terra, sou perjura

Quando no rio revejo, bem espelhadas,

Aspirações comuns, árdua procura

Da foz... ou das palavras consumadas.

 

Virá, ou não, o tempo de uma enchente?

Pr`á terra, sim, mas nunca sabe, a gente,

Quanto tempo esta sede irá durar

 

E enquanto a seca queima a terra ardente,

Lá vai seguindo o rio, que é sempre em frente

Que alcança a foz aonde abraça o mar...

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 30.01.2017 - 11.15h

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