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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
27
Ago18

AS QUATRO TORRES DA ALAMEDA

Maria João Brito de Sousa

AS QUATRO TORRES.jpg

AS QUATRO TORRES DA ALAMEDA



*

Adeus, minha alameda sem palmeiras

Onde tanto edifício vi nascer...

Adeus, adeus, que o tempo é de beber

As ondas do meu Tejo sem fronteiras.

*

 

 

Assombrando o meu prédio, sobranceiras,

Erguem-se quatro torres. Que fazer

Se desde a prima-pedra as vi crescer

Até se me tornarem companheiras?

*

 

Adeus, pedras pisadas, repisadas,

E mais que desgastadas por meus pés.

Agora estais-me vós a ser pesadas,

*

 

 

Porque já vos não piso e estou rés-vés

Com a terra onde fostes calcetadas

Em chão roubado à concha das marés.

*



Maria João Brito de Sousa -17.07.2018 -20.53h

*



Na sequência da leitura do soneto “Adeus à Rua Castilho” de Ribeiro Couto (1898-1963)

 

 

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