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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
26
Jan17

AO PÃO QUE O DEMO AMASSOU

Maria João Brito de Sousa

pao que o demo amassou.jpg

 

Eu, que não roubei pão, nem o vendi,

Da mesma forma tenho de o comer,

Mas fá-lo-ei tão só pr`a não morrer,

Que a morte (in)certa nunca eu me rendi

 

E sempre afirmarei que, se o comi,

Foi só para o poder contradizer;

Ao pão que o demo amassa pr`a vender

E à rija côdea com que o cubro aqui.

 

Não lha vendo, nem compro, e se lha como,

É na clara intenção de ver se o domo

Usando a minha imensa teimosia,

 

Mas porque todo o pão contém fermento,

Da mesma levedura eu me alimento

E dela me acrescento a cada dia...

 

 

 

Maria João Brito de Sousa 25.01.2017 - 15.27h

 

 

Nota - Soneto escrito na sequência da leitura do poema "Esse Mesmo Pão" de Vergílio de Sena.



 

 

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