ANJO IMPREVISTO - Reedição

Tela de minha autoria
fotografada e digitalizada
por
Vítor Martinez
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ANJO IMPREVISTO
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Sinto-te vir, mais suave que uma prece...
Volteias sobre mim, Anjo imprevisto,
Como o jorro de um néctar que conquisto
No culminar de um corpo que adormece
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De tudo o que na vida me acontece,
Sempre que ao sono cedo e não resisto,
És bem mais improvável – nisso insisto! –
Do que um dia a romper quando anoitece...
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Portanto, anjo impossível, não te impeço:
Adeja sobre mim quando adormeço,
Conquista-me este sonho e vai-te embora!
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Pois tu não sabes que não tenho preço,
Que mal acorde logo te despeço?
O meu espanto é fugaz, não se demora!
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Maria João Brito de Sousa
20.11.2010 – 18.03h
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