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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
20
Jan20

AINDA A VIDA

Maria João Brito de Sousa

Ainda a Vida - HP.jpg

AINDA A VIDA

 

*

Fosse este ainda o tempo em que eu sentia

Que, tal como essa flor, desabrochava

Da aridez de uma pedra nua e fria

Que, em troca, não me dava quase nada...

 

*

 

Mas não. É outro o tempo e a cada dia

Me descubro mais murcha e mais frustrada;

Não sei sonhar se vivo em agonia,

Nem florescer assim, estando vendada.

 

*

 

Nada invejo, porém. Estou velha e gasta,

Mas ver-te, flor rebelde, é quanto basta

Para saber que a vida vale a pena.

 

*

 

Da nudez do granito, pura e casta,

És grito a despontar na escarpa vasta,

Na rua ou na viela mais pequena.

 

*

 

Maria João Brito de Sousa – 20.01.20- 12.00h

*

 

NOTA - Soneto escrito para um desafio poético lançado pelo "site" Horizontes da Poesia. Também a imagem foi retirada do desafio desta semana. 

 

 

 

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