.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2018

A TODAS AS MUSAS - E MUSOS... - DE BENGALA...

bengalas03.jpg

 



Sou rebelde e, confesso, caprichosa;

Vista, em gala, um soneto delicado,

Ou o casaco usado de uma prosa,

Vesti-los-ei com gosto e com cuidado,



Como se fossem pétalas de rosa,

Ou penas de um pardal que, apaixonado,

Do mais alto dos galhos da mimosa

Cantasse à companheira um velho fado.



Tenho uma pauta própria, mas comum

Ao mais douto e ao velho “Trinta e Um”

E tanto sirvo o rei, quanto o magala.



Caso não conheçais poeta algum,

Não podeis afirmar; - Não há nenhum

Que se atreva a ser “muso”... e “de bengala”.







Maria João Brito de Sousa – 12.01.2018 – 14.49h

 

publicado por poetaporkedeusker às 15:14
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14 comentários:
De jabeiteslp a 12 de Janeiro de 2018 às 15:39
Gostei da alusão ao 31
que como nós
não há nenhum... hé hé hé

Boa e feliz noite
que aqui os Calhaus até batem o dente
de frio.

Beijinhos e há que se cuidar
De poetaporkedeusker a 12 de Janeiro de 2018 às 15:46
Olá, Anjo.

Também eu tremelico de frio, porque a saída de ontem não se mostrou lá muito favorável à minha gripe. Mas tinha de ser e bem precisava porque o INR está perigosamente baixo e terá de ser re-avaliado na próxima semana.

Ainda bem que gostaste

Beijinhos
De jabeiteslp a 12 de Janeiro de 2018 às 20:38
Pois
mas deixo uma receita
suminho de Laranjinha ao deitar
( laranjas )
com um ilvico
fazem maravilhas ao acordar... Nota-se a diferença.

Beijinhos e uma feliz noite de aqui
De poetaporkedeusker a 12 de Janeiro de 2018 às 21:14
Obrigada, Anjo, mas eu faço tratamento de anti-coagulação e não posso tomar nada que possa interferir com essa medicação. Mas claro que já tenho os sintomas minimamente controlados pelos poucos antipiréticos que posso tomar, por acetilcisteína -para tornar a tosse mais produtiva - e um anti-alérgico ; a ebastina.

O problema maior vai sendo mesmo o da outra infecção. Uma infecção renal bacteriana que há muito se tornou crónica e precisa de cuidada antibioterapia.

Que tenhas uma noite muito serena e descansada. Beijinho.

De jabeiteslp a 12 de Janeiro de 2018 às 22:14
Boa e aconchegada noite
De poetaporkedeusker a 12 de Janeiro de 2018 às 22:17
Para ti também, Anjo.
Eu, a esta hora, já estou que mal vejo as teclas e as letras...
De poetazarolho a 12 de Janeiro de 2018 às 22:24
“Há coisas”

Há coisas a acontecer
E outras não acontecem
Há pessoas a adormecer
E outras não adormecem

Há corpos a aquecer
Enquanto outros arrefecem
E gente a enriquecer
Enquanto outros empobrecem

Há coisas e corpos no chão
Coisas que não se conhecem
E até gente sem coração

Há coisas que não merecem
Quem as possa ter na mão
E coisas que não se esquecem.
De poetaporkedeusker a 13 de Janeiro de 2018 às 09:00
Ele há coisas descabidas
E outras que fazem sentido;
Nem todas serão escolhidas,
Chegando em tempo indevido.

Coisas vagas, pressentidas...
Mesmo o homem prevenido,
Ao senti-las como f`ridas,
Vai sentir-se desvalido...

Há gente sem coração
E há corações que entorpecem
Com tanta contradição...

Se há uns que bem o merecem,
Outros há que, sem razão,
Fibrilham e desfalecem.

Mª João

Bom dia, Poeta! Cá vão um sonetilho-resposta meio "amartelado" e o abraço de sempre.
De poetazarolho a 13 de Janeiro de 2018 às 17:08
Chá não mata.
De poetaporkedeusker a 13 de Janeiro de 2018 às 17:10
Boa tarde, Poeta. Vou ver o seu Chá.
De poetazarolho a 13 de Janeiro de 2018 às 18:37
“Na palma da mão”

Viver não é a opção
Nem morrer alternativa
Perigosa esta situação
Que nos deixa à deriva

Em busca duma solução
Essa que da paz nos priva
Depara-se-nos a ilusão
De que a vida nos cativa

E o fogo sempre à espreita
Nas vielas deste dilema
Aquece-nos o coração

Por esta passagem estreita
Cabe a vida e um poema
E o mundo na palma da mão.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 13 de Janeiro de 2018 às 19:01
Viver, mais do que estar vivo,
Pode, às vezes, ser opção;
Suponhamos que um cativo,
Prefira estar na prisão

A fugir, se o correctivo
For uma aniquilação...
Fez algo de subjectivo,
Mas à morte disse: - Não.

Eu nunca o secundaria,
Eu tentaria escapar-me,
Mesmo "entrando numa fria"

E não é para gabar-me,
Mas a morte escolheria
Se ocorresse alguém castrar-me...*

Mª João

Aqui vai, muito, muito palerma, escrito sobre o joelho e muito martelado, o meu sonetilho-resposta, Poeta. Abraço grande.


* Castrar- no sentido de manipular, prender, silenciar pela força...




De jabeiteslp a 13 de Janeiro de 2018 às 20:08

brrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr

Aconchegada noite desejo eu
De poetaporkedeusker a 13 de Janeiro de 2018 às 20:51
Uma aconchegada noite também para ti, Anjo.

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