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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
15
Ago17

A SEREIAZINHA

Maria João Brito de Sousa

SEREIAZINHA DE COPENHAGEN.jpg

 

(Soneto em verso hendecassilábico)



Uma maré-cheia, duas marés cheias,

Três marés tão cheias que já transbordaram,

São as coisas belas que de mim ficaram

(se não forem belas, tampouco são feias...)



E, caso surgisse galgando as areias

Onda que espantasse gentes que as pisaram,

Logo de olhos postos nos que se espantaram,

Alguém juraria: - São belas sereias!



Mas... coitadas delas, meras invenções

Deste nosso infindo, estranho imaginário,

Cantam nem sei como porque, sem pulmões,



Faltando-lhes órgão tão prioritário,

Depressa se perdem em contradições;

Na rocha, a sereia sonha o mar lendário...





Maria João Brito de Sousa – 15.08.2017 – 10.36h

 

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