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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
04
Out08

O ESTRANHO CASO DA MULHER QUE SEMEAVA COMETAS I,II E III

Maria João Brito de Sousa

O caso da Mulher-Que-Traz-Cometas

(porque assumiu a sua condição

e vive nesta humana dimensão

sonhando o Paraíso dos Poetas)

 

É um caso verídico, actual

E nada, mesmo nada, a mudará.

Será cometa enquanto andar por cá

(embora o mundo seja virtual...)

 

A Semeia-Cometas sempre o foi...

Por mais que o mundo toque onde lhe dói,

Tem o seu testemunho pr`a passar.

 

A mulher traz cometas nos seus braços

E alheia a confusões e a cansaços

Continua entre nós a semear...

 

(continuação)

 

Continuação do caso verdadeiro

Da Mulher-Dos-Cometas-Virtuais:

- A história já vendeu tantos jornais

Que acabou por correr o mundo inteiro!

 

Tanta tinta correu por causa dela

E tantas edições foram esgotadas,

Que até duas velhinhas entrevadas

Vieram a correr para a janela!

 

Procura-se a Mulher-Que-Traz-Cometas!

Consta que, em tempos, teve tranças pretas

E veste sem requinte e sem cuidado.

 

Procura-se por excesso de verdade.

Procura-se por falta de vaidade.

Procura-se por estar no mundo errado!

 

(epílogo)

 

A Mulher foi julgada em tribunal.

Acusada de "porte de cometa",

A ré dá pelo nome de Poeta

E mantém a postura marginal.

 

Não nega nem confessa o que já fez,

Sorri quando a confrontam c`os lesados

E trouxe mil cometas pendurados,

Tentando semear, mais uma vez!

 

O Caso dos Cometas decorreu

Na arena deste nosso Coliseu,

Numa sessão de porta bem fechada.

 

Dois milénios de pena, em domicílio.

Não pensa em recorrer, recusa auxílio,

Não está arrependida e não diz nada.

 

Ao Fisga com o desejo de rápidas melhoras.

 

Ao Carlos Magalhães porque me faz lembrar

Hércule Poirot.

 

Ao Sapo que, há mais de um mês, se debate com a terrível pandemia da "caixa de correio fulminante".

 

(imagem retirada da internet)

 

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