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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
27
Set08

QUE ESTRANHA LOUCURA A MINHA V, VI E VII

Maria João Brito de Sousa

À PORTA DO ESPELHO

 

Precisamente um sonho! Um sonho só

E um dom ou uma dádiva - sinónimos...

Dispersa-me em milhões (serão het`rónimos?)

E abraça-se a mim fechando o nó.

 

Precisamente e só um sonho louco,

Que me enlaça, me prende e me seduz,

Aceso em mim... e tudo se reduz

Ao muito que sei ter, tendo tão pouco...

 

Nesta abundância vivo e comunico

E tenho muito mais do que o mais rico

Porque vivo do amor que tudo tem...

 

Aqui, nesta loucura abençoada,

Percorro, neste mundo, a minha estrada

Por dentro de mim mesma e sem ninguém...

 

A EXULTAÇÃO DO ESPELHO

 

Eu ergo-me do chão, meu velho amor!

Da força deste meu eterno abraço

À doce solidão na qual me enlaço

E reinvento a vida em nova cor...

 

Sou árvore caída que se ergueu,

Que germinou da pedra e estendeu ramos

E vou continuar (todos nós vamos...)

Por onde me levar um sonho: - O meu!

 

Sou palimpsesto deste humano fruto,

Sou êxtase da vida e sou produto

De quantos ideais o mundo oculta.

 

Sou eco da palavra e sou reflexo

Do espelho que devolve o meu amplexo:

- Selvagem, louca, louca... (o espelho exulta!)

 

A ACEITAÇÃO DA LUA

 

A aceitação da lua é paradigma,

É este anoitecer na vertical

Cumprindo o seu sereno ritual

Na estranha condição de ser enigma.

 

A aceitação da lua em seu abraço

É bênção, oração, serenidade,

É este alheamento da vontade

Na absurda languidez em que me traço.

 

Eu, loucamente lua, mas serena,

Solene comunhão da minha pena

Com essa luz de leite, branca e pura.

 

Eu sei que a lua-mãe comanda a vida,

A hora da chegada, a da partida,

A própria aceitação desta loucura...

 

 

Imagem - "Fio de Prumo", Aguarela e Pena

                 Maria João Brito de Sousa, 2002

 

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