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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) , autora no Portal CEN, e membro da Associação Desenhando Sonhos, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
10
Out13

SONETO DE CODA II

Maria João Brito de Sousa

À Dona Elite de Oligarquia & SA

 

(Em verso eneassilábico)

 

 

Das migalhas que ao povo deixava

Dona Elite, pensando melhor,

Entendeu que era muito o que dava

E que ao povo sobrava vigor

 

Porque, quando a migalha abundava,

Ele podia crescer, ser maior

E atrever-se a sonhar que mandava

Em si próprio, apesar de “inferior”…

 

Dona Elite, prevendo o pior,

Sem cuidar do que ao povo faltava

Foi comendo o que, a si, lhe sobrava;

 

Comeu pobre e criado e senhor

E, por fim, sem notar quanto inchava,

Engoliu quanto mundo restava

 

Até ver que mais nada, em redor,

Preenchia o vazio que gerava

Onde, inútil, rotunda, orbitava

 

Em função do seu próprio fedor…

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 09.10.2013 – 18.42h

 

 

 

NOTA – Soneto com dupla “coda” ou “estrambote”

 

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