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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
17
Set13

SONETO DE CODA

Maria João Brito de Sousa

 

 

(Em decassílabo heróico)

 

 

Quando o verso desponta e, de repente,

Sinto que o Tejo vem, de vaga em vaga,

Depor, nas rochas que em meu peito traga,

Em líquido compasso, o comburente

 

Deste fogo maior, insano, urgente,

Que ateia a poesia em qualquer fraga

E, sem hesitações, rejeita e esmaga

Razões de outra razão bem mais urgente

 

Eu, bicho, ao descobrir que o não comando,

Que, sabendo porquê, nunca sei quando

O fluxo se me impõe com força tal

 

Que dele brote o poema, agreste ou brando,

E, com força de grito ou murmurando,

Se afirme, em rebeldia, um bicho igual,

 

Deixo aberto esse espaço em que, voando,

Se imponha livremente e vá brotando

De geração espontânea e natural…

 

 

Maria João Brito de Sousa – 17.09.2013 – 17.05h

 

 

Nota – Este é o meu primeiro “soneto de coda”.

Dedico-o ao poeta Frassino Machado pois, ao contrário do que ele imaginava, não conhecia esta “modalidade” até me deparar com alguns sonetos de coda, de sua autoria.

Nasceu da forma espontânea que tão naturalmente me foi surgindo e descrevo no corpo do poema. Nunca planeei escrever um soneto deste tipo. Friso bem que foi o próprio poema que se foi impondo, ao longo da concepção, enquanto “soneto de coda”.

O último terceto – que caracteriza esta modalidade – nasceu da absoluta necessidade de tornar inteligível a estrutura de uma simples mensagem que, desde o início, pressupus poética.

Também não fiz qualquer pesquisa sobre o tema e não sei se me voltará a nascer mais algum.

 

Maria João

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