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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
15
Dez12

AINDA O MAR...

Maria João Brito de Sousa

    (Em decassílabo heróico)

 

Depois do mar, nasceu um mar ainda,

Que, a par desse primeiro, o transcendeu…

E a gaivota a sondar se havia céu

Que soubesse albergar maré tão linda…

 

Com ela, uma canção, muito bem-vinda,

Num cravo ocasional que alguém lhe deu,

A brotar de um fuzil que floresceu

Pr`a sugerir marés, se o mar se finda…

 

E… venham lá gaivotas, venham cravos,

Venham punhos erguidos, venham bravos,

Gritar-nos que a maré não foi esquecida!

 

Em ficando a maré comprometida,

Logo outra irromperá, jamais traída;

Somos filhos de Abril, sem reis nem escravos!

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 14.12.2012 – 21.17h

 

 

NOTA – Sendo certo que, no soneto clássico, a disposição dos versos rimados das duas estrofes finais é bem mais flexível do que nas restantes duas estrofes, permiti-me, no entanto, uma certa e talvez excessiva liberdade na rima final deste soneto em particular[CCD-DDC].

 

 

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