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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
05
Set12

UM VOO DE PARDAL - Soneto muito ligeiro, dedicado à Ligeirinha

Maria João Brito de Sousa

Eu, que tanto o pratico, sei tão mal
As razões de voar do próprio engenho…
Sinto que é muito meu, mas sei-o estranho
E chego a acreditá-lo original…

Por vezes, volitando, é um pardal
Que por mim passa a ver quando o detenho,
Sabendo que eu, sem asas, não desdenho
Um timorato adejo ocasional…

E logo as mãos me adejam no teclado
Por causa de um pardal me ter tentado,
Por obra de tão parca tentação

Que é caso pr`a dizer que ter voado
Tem sempre uma razão, sempre um “culpado”
E as "culpas" nunca são da própria mão…



Maria João Brito de Sousa – 05.09.2012 – 20.10h

Imagem de pardoca, retirada da net, via Google

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