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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) , autora no Portal CEN, e membro da Associação Desenhando Sonhos, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
05
Out11

CIDADE SEM SENTIDO(S) - Soneto de nove sílabas métricas

Maria João Brito de Sousa

 

Se a Cidade contasse os segredos

Das janelas fechadas dos dias

Quantos rostos e mãos não verias

Nas cortinas já gastas dos medos,

 

Quantos corpos em estranhos folguedos,

Quantas camas desfeitas, já frias,

Quantas mesas de pinho vazias

De uns pedaços de pão, mesmo azêdos?

 

Se a Cidade pudesse falar

E se erguida do chão, a gritar,

Rebentasse em protesto incontido

 

Levantando o seu punho no ar...

(ah, Cidade que eu tento inventar,

nem eu própria sei dar-te um sentido!)

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 05.10.2011 - 15.03h  

 

 

 

Imagem retirada da Internet, via Google

 

 

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