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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
09
Mai11

TROVAS À TROIKA

Maria João Brito de Sousa

Olho este povo cansado

De ver a vida a passar,

De viver das aparências

Na mais dura das carências

A que o vão fazer chegar

Para o terem bem calado…

 

Meu povo tão criativo

De poetas e cantores,

Gente com caule e raiz

Que nunca será feliz

Nas mãos dessoutros senhores

Que o querem manter cativo

 

Vejo a gente nas canseiras

Das noites sobressaltadas

Pelos dias sempre incertos

E nos olhos, muito abertos,

Mil perguntas formuladas

De mil e uma maneiras…

 

 

Ah, povo, se fores dormir

E eles tentarem sufocar

O cravo que tens no peito

Ao roubarem-te o direito

De viver, de trabalhar

E, até mesmo, de sentir…

 

Oiço a gente que murmura,

Que duvida e quer respostas,

Que não consegue entender

Porque é que há-de acontecer

Que as regras sejam impostas

Como eram na ditadura

 

Povo de garra, com garras,

Que rosna sob um chicote

Que a muitos soube calar

Mas que recusa aceitar

As loucuras de um Quixote

Que nunca vestiu samarra!

Não cales, povo que sofres,

A tua revolta imposta

Por amos que não quiseste!

Mostra-te indómito, agreste,

Diz que Portugal não gosta

Que disponham dos seus cofres

Ou da força dos seus braços

Cansados de não saber

Se, amanhã terão trabalho,

Se lhes fica, ou não, retalho

Do que puderem colher,

Do fruto dos seus cansaços!

 

[este povo inda tem garra

pr` a derrubar os chicotes

que o tentarem subjugar

e recusa-se a aceitar

ordens vindas de Quixotes

sem burrico e sem samarra!]

 

 

Maria João Brito de Sousa 

 

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