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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
15
Abr11

NASCEU-ME ABRIL, AGORA MESMO...

Maria João Brito de Sousa

 

Nasceu-me agora Abril, quando sonhava…

Mas não é por Abril me ter nascido

Que eu deixarei morrer o que me é querido

Ou que me esquecerei do que cantava

 

Nasceu-me de uma corda que vibrava

Num trinado qualquer, mal pressentido,

De um verbo a vacilar no desmentido

De outro que era menor mas que o calava.

 

E o que é feito de Abril no novo Abril

Em que se redefine outro perfil

Para este meu país tão castigado?

 

E vibra-me outra corda… e já são mil

As cordas que, vibrando em tom subtil,

Me falam desse Abril sempre negado.

 

 

 

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

Imagem retirada da internet

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