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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
04
Jan11

DEPOIS DE UMA ILUSÃO

Maria João Brito de Sousa

 

Depois de uma ilusão… quanta ilusão,

Quantas metas ainda inalcançadas!

Quantas vezes é “sim”, e quantas “não”,

Sob o esforço das mãos já desgastadas?


Quanto trabalho até à remissão

Das negras tatuagens ulceradas,

Quanta fé, quanto amor na confecção

Das coisas que estão sempre inacabadas…


Depois de uma ilusão, resta o que resta

E, desse resto, o tanto que virá

Do muito que sair das nossas mãos…


E que ninguém nos diga: - Isto não presta!

Há sempre alguém que entende o que se dá,

Há sempre alguém que diz: - Somos irmãos!

 

 

 


Maria João Brito de Sousa

 


Ao som de “Todo o Tempo do Mundo”

 

 

IMAGEM - Eu com a avó Alice, mulher do poeta António de Sousa. Esta avó viria a falecer prematuramente, de um súbito agravamento da sua doença de Parkinson, quando eu tinha onze anos de idade.

3 comentários

  • Imagem de perfil

    Maria João Brito de Sousa 06.01.2011 11:23

    Obrigada, Isabel! Esta minha avó era um amor de pessoa. Tenho a certeza de que gostaria de a conhecer!
    As minhas primeiras angústias infantis, desde os meus primeiros anos de vida em que consciencializei a morte, eram em relação à hipótese de a perder um dia. Aprendemos, muito cedo, a gerir esses medos e eu usava a estratégia de imaginar os anos como "coisas" tão longas que mais pareciam eternidades. Mas não foi assim e ela acabou por morrer com pouco mais de sessenta anos, numa altura em que eu ainda não havia consolidado todas as minhas defesas em relação às inevitabilidades. Foi duríssima, a perda desta avó. Foi-o para mim e para o meu avô que, a partir daí, adoeceu gravemente e praticamente não voltou a escrever.
    Abraço grande.
  • Sem imagem de perfil

    Isabel Maia Jácome 06.01.2011 12:44

    Oh..... há coisas que custam tanto!... e deve ter sido tão duro para si tb o seu avô ter deixado de escrever...
    bj
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