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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
27
Dez10

DA INEXPLICABILIDADE DO POEMA

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

PUPPEN THEATER - 1923 – Aguarela sobre fudo de giz sobre dois papéis, debruado a aguarela e pena sobre cartão

Paul Klee

 

 

 

 

Como se me nascessem quando quero,

Como se eu carregasse num botão

E se materializasse a inspiração,

A tal que só me vem quando a não espero...

 

Como se fosse simples! Não tolero

Ser submetida a tanta sujeição!

Mas, se sou eu quem me comanda a mão,

Quem o comanda a ele? E desespero...

 

Mostra vontade própria, esse poema

Que faz o que quer porque nasceu

Do que não sei explicar, desse mistério

 

Que veio não sei de onde e, sem um tema,

Desceu sem me dizer por que cresceu

Tal qual como um ser vivo, sendo etéreo.

 

 

Maria João Brito de Sousa – 23.12.2010 – 17.10h

 

 

 

 

NOTA DE EDIÇÃO - Por esta estrada*, caminha-se para o subtítulo do Poetaporkedeusker, para a minha paralela paixão pela biologia, para o entendimento – ou não… - da abstracção e para todas as inexplicabilidades. Esta foi construída por mim e traz marcadores que são meus, que têm a ver com o percurso que eu escolhi depois da interacção com todas as infinitas variáveis que se me foram apresentando ao longo do caminho… mas é também, de alguma forma, a vossa estrada porque, na sua essência, nos remete, a todos, para a inexplicabilidade, em geral.

Façam favor…

 

 

 

 

*soneto…

 

 

 

 

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