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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
22
Nov10

SÁBADO, DOMINGO E SEGUNDA FEIRA XXII

Maria João Brito de Sousa

 

 

NAS TUAS MÃOS

 

 Nas tuas mãos eu, ave, te confesso
Que esvoaço, sucumbo e, já rendida,
Procuro noutras mãos uma guarida
Onde a chama que sou não tenha preço.

Eu, ave, só te entrego o que não peço;
Submeto-me à carícia prometida
Nas asas da loucura em mim escondida
Que tu nem sonharias e eu não meço.

E que outra ave marinha of`receria
Tão extrema e profundíssima alegria?
Que outra alma se daria em seda pura?

As tuas mãos… quem mais se atreveria
A desvendar-lhes sede e fantasia
Para enchê-las de sonho e de ternura?


Maria João Brito de Sousa – Maio 2007

 

 

 

 

LEITORA COMPULSIVA

 

 

Em que ficamos nós? Que hei-de fazer

Se o sol quiser nascer enquanto a lua

Me instiga a que desvende o que eu puder

De um livro que tem vida e geme e sua?

 

 

Enquanto esta leitura me quiser,

Procurarei razões que esta alma estua

E entenderei, no fim, que sou mulher

A viajar nos versos de alma nua

 

 

À hora em que sol nasce deslumbrado,

Entendo finalmente que é escusado

Tentar chegar ao fim... e adormeço,

 

 

Pois só adormecida me liberto

Do livro, sobre mim, que ainda aberto

Me oferece muito mais do que eu lhe peço.

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 19.11.2010 – 18.41h

 

 

 

 

ANJO IMPREVISTO

 

 

Sinto-te vir, mais suave que uma prece.

Volteia sobre mim, Anjo Imprevisto!

És o jorrar de um néctar que conquisto

No culminar de um corpo que adormece.

 

 

De tudo o que na vida me acontece

Sempre que o isco surge e não resisto,

És bem menos provável – nisso insisto! –

Do que um dia a romper quando anoitece.

 

 

Portanto, anjo impossível que não esqueço,

Adeja sobre mim quando adormeço,

Conquista-me este sonho e vai-te embora!

 

 

Pois tu não sabes que não tenho preço,

Que acordo, me reinvento e te despeço?!

(o meu espanto é lunar, não se demora)

 

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 20.11.2010 – 18.03h

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