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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
15
Nov10

SÁBADO, DOMINGO E SEGUNDA FEIRA XXI

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

FORÇA

 

 

Vem-nos, a força, duma alma crestada

Por átomos solares, irracionais,

E, às vezes, conseguimos fazer mais

Quando julgámos não poder mais nada…


Vem impossível, mais do que adiada

- à luz das resistências mais normais -

Reencher-nos de sonho o velho cais

Da barca eternamente naufragada


Virá de onde diríamos não vir

A mais remota sombra de um auxílio;

Improvável, absurda e, no entanto,


Vem como se quisesse destruir

As fronteiras reais do nosso exílio

Pr`a vir morar connosco em qualquer canto…

 

 


Maria João Brito de Sousa – 13.11.2010 – 13.42h

 

 

 

DO LADO DE CÁ

 

 

Deste lado de cá, está tudo instável!

Se eu abrandar, fazendo o que puder,

Talvez me sinta bem, mais confortável,

Mais pronta pr`a criar e pr`a escrever…


[do outro lado há dor insuportável

que nem sequer me deixará escolher

se eu lhe mostrar fraqueza incontestável

ou der quaisquer sinais de me render…]


Do meu “lado de cá” – alguns não são

Tão esdrúxulos quanto o é este daqui… -

Há sempre algo de mim que, em mim, resiste,


Algo que não aceita a submissão,

Algo que, ao dar a volta sobre si,

Se revolta, ultrapassa e não desiste.

 

 


Maria João Brito de Sousa – 12.11.2010 – 18.55h

 

 

 

POETA/MENINO

 

 

Morreu na convergência dos seus dias.

Ninguém diria dele que houvesse errado,

Que tivesse mentido ou descurado

A concretização das fantasias


Tinha, por vezes, dores, melancolias,

Mas fora, sobretudo, abençoado

Com um carácter tão determinado

Quanto o dos homens sãos, sem vilanias.


Morreu na hora certa, como morrem

As aves, os heróis e as ondas mansas

Que cumprem, neste mundo, o seu destino.


Diria; “Fui daqueles que mais descobrem

Os sonhos, por detrás de outras crianças,

Na condição de ser sempre menino…”

 

 

 


Maria João Brito de Sousa – 14.11.2010 – 17.01h

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