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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
04
Out10

SÁBADO, DOMINGO E SEGUNDA FEIRA XX

Maria João Brito de Sousa

 

 

A GESTAÇÃO DA NORMA

 

 

Escreve-me uma cartinha pessoal

- meia dúzia de linhas bastarão -

E eu talvez te escreva uma outra igual.

[ou talvez, afinal, não escreva, não…]

 

 

Possivelmente irás levar-me a mal,

Mas, quase nunca tenho um só tostão

E essa situação é tão normal

Que nem lhe presto já muita atenção…

 

Só quero que, no fim, te identifiques

E, sabendo que eu sou muito esquecida,

Te tornes bem preciso e que me indiques

 

 

Referências no espaço, tempo e forma,

Ou responder-te-ei estando perdida…

[é que esta recorrência gera a norma!]

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

IMPONDERÁVEIS...

 

 

 

 

 

 

 

Com quanta imponderável descobrires

E quanta calma, em ti, possas achar,

Acabarás por ter quanto pedires

Para reconstruíres esse teu lar

 

 

Mas se, acaso, outra vez, tu me mentires,

Me tentares – como tentas – enganar,

Melhor teria sido nem sentires

Que haveria uma forma de mudar.

 

 

Não te posso ajudar, sabe-lo bem.

Eu vivo no limite o dia-a-dia

[tantas vezes além do que é possível…]

 

Quem poderia dar-te o que não tem?

Mas posso sempre ouvir-te e bom seria

Tornares-te mais sensato e mais sensível…

 

 

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

PUZZLE II

 

 

 

Devagar se vai longe, alto se voa,

De repente se encontra o já perdido,

Se ri, se grita “até que a voz nos doa”

[…e se esvai, gota a gota, o pretendido…]!

 

 

Quanto mais devagar, melhor se escoa

Vosso espanto [por todos desmentido…]

Nessa rua sombria aonde ecoa

Novo Dó musical, mal pressentido…

 

 

Longe ou perto se alcança o que, sem pressa,

Pelo amor, pela fé, pela promessa,

Mais se vai destacando entre os comuns

 

 

E o Puzzle, construído peça a peça,

Retomando funções, lá recomeça

[muito embora invisível para alguns…]!

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa

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