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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
13
Ago10

ENQUANTO A MINHA TERRA VAI ARDENDO...

Maria João Brito de Sousa

 

(Soneto em decassílabo heróico)

 

Enquanto a minha terra se incendeia,

Outro enlutado céu se vai doirando

E, à pressa, se evacua uma outra aldeia

De que se vai o fogo aproximando,

 

 

Surge, em mim, de repente, estoutra ideia

E, sem me arrepender, vou escrevinhando

Que, na terra que as chamas vão lavrando

Em mim, é outro o fogo que se ateia

 

 

E, sem remorso algum - porque inocente… -,

A pequenina chama dos poemas

Já lavra no meu peito e vou escrevendo…

 

 

Não me apodem, contudo, de indiferente!

Apenas vou cantando os meus problemas,

Enquanto a minha terra vai ardendo…

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 12.08.2010 -22.07h

 

 

 

 

À Zilda Cardoso e ao Artesão Ocioso

que, esta tarde, me fizeram reflectir, mais

longamente, sobre o sentido do conceito de culpabilização.

 

Ao Verão escaldante da minha pobre terra.

 

 

Imagem retirada da internet

 

 

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