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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
09
Ago10

SÁBADO, DOMINGO E SEGUNDA FEIRA XVI

Maria João Brito de Sousa

UM BEIJO POR UMA HISTÓRIA

 

 

Fecha-me os olhos,” finta-me” a vontade

[ele há lá beijo que ousasse esquecer-me…]

E garante, depois, que foi verdade

O que mais tarde irá acontecer-me.


Não venhas desmentir-me; isto é saudade

Pois se o não fosse… como conhecer-me?

Nestas coisas do sonho, sem maldade,

Que a noite vem, por vezes, conceder-me,


Existe um quase-nada que fascina

E a dúvida, se existe, é dissipada

Por mil estranhos conluios da memória


Pois foi há tanto tempo… era eu menina

E mesmo não sabendo quase nada

Fazia, já, do sonho a minha história…

 

 


Maria João Brito de Sousa -08.08.2010 – 18.14h

 

 

UM MOMENTO DE PAUSA

 

 

Foi nas margens de um lago virtual

Onde, às duas por três, quis descansar

Que encontrei um estranhíssimo animal

Que por ali andava a vaguear…


Não podendo inseri-lo no normal,

Arquivei-o na pasta de “Invulgar”

E, sem que eu lhe fizesse nenhum mal,

Acabou, afinal, por “pôr-se a andar”…


Não se sabe o que pode acontecer

Quando um estranho animal nos desafia,

Desmentindo esse pouco que aprendemos…


Este fugiu de mim, que o queria ver,

Outro talvez pareça que confia…

Mas fujamos daquele que nunca vemos!

 


Maria João Brito de Sousa –

 

 

 

A DESCOBERTA

 

 

Serei sempre essa linha que escreveste.

Desígnios que não sei, me traçam torta,

Mas foi, contudo, a mim que Tu escolheste

No dia em que bateste à minha porta…


Tal qual uma gaivota, uma andorinha,

Traçando, noutros céus, seu rumo certo,

Serei trilho imperfeito em que caminha

Outro povo perdido… e outro deserto.


Inóspito rochedo em parte incerta,

Serei floresta virgem - mas aberta… -

Ao teu olhar sereno e vigilante,


Semente de alvorada que desperta

Que, por Ti, parte, ainda, à descoberta

Dos desígnios da vida, doce Infante!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

 

 


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