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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) , autora no Portal CEN, e membro da Associação Desenhando Sonhos, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
06
Mai24

NAS TUAS MÃOS - Reedição

Maria João Brito de Sousa

1972 (3).jpg

Fotografia de Abel Ferreira Simões

*

NAS TUAS MÃOS
*

 

Nas tuas mãos eu, ave, me confesso

E esvoaço e sucumbo e já rendida

Espero delas a graça de uma ermida

Onde a chama que sou não tenha preço
*


Eu, ave, tudo entrego e nada peço:

Submeto-me à carícia pressentida

Nas asas da candura em mim escondida

Que tu não sonharias e eu nem meço...
*


E que outra ave marinha ofertaria

Tão extrema e profundíssima alegria?

Que outra se te daria em seda pura?
*


Às tuas mãos, quem mais se atreveria

A desvendar-lhes sede e fantasia

Para enchê-las de espanto e de ternura?
*

 


Maria João Brito de Sousa
Maio 2007
***

05
Mai24

MÃE

Maria João Brito de Sousa

 

 

Mãe na casa da Rua João Chagas - Algés (2).jpg

Fotografia de António Pedro Brito de Sousa

*

MÃE 

*
Soneto Bordado a Linho Sobre Cetim
*


Nestes versos que engomo a ferro quente

sem uma ruga que ensombre, no fim,

este lembrar-te quando, estando ausente,

te não recordas, nem sequer de mim,
*


Neste auscultar-te como se presente

te mantivesse, eternizando assim,

doce, a memória, quando é tão dif`rente

de ver-te viva, bordar-te em cetim...
*


Neste dizer talvez nada sabendo

- suave inocência dos momentos tristes -,

nesta ilusão que sei, mas nunca entendo,
*

Te afirmo que, apesar de tudo, existes:

Estás nas palavras em que aqui te prendo

e na certeza de que em mim persistes.
*


Maria João Brito de Sousa

03.05.2015-02.48h
***


In Antologia Horizontes da Poesia VII

 

04
Mai24

NÃO HÁ FIM PARA O SONHO, NÃO HÁ FIM - Reedição

Maria João Brito de Sousa

Tela de Álvaro Cunhal (1).jpg

Tela de Álvaro Cunhal

*

NÃO HÁ FIM PARA O SONHO, NÃO HÁ FIM...
*


Não há, neste planeta, mar nem céu,

Estrada longa demais, alta montanha,

Ponte suspensa sobre um medo teu

Que te trave esse sonho e, coisa estranha,
*


Um pouco desse sonho é também meu,

Um nada dessa chama em mim se entranha

E aonde chegar, chegarei eu,

Pois nisto ninguém perde. Só se ganha.
*


Não há fim para um sonho construído,

Nem haverá lugar para o vencido

Num sonho desta forma partilhado
*


Se, quando te pareça ver-lhe o fim,

Vês que mal começou dentro de mim

E que outros vão nascendo ao nosso lado.
*


Maria João Brito de Sousa

02.05.2018 – 12.54h
***

 

03
Mai24

DIALOGANDO COM CAMÕES NO SEU QUINGENTÉSIMO ANIVERSÁRIO XXX

Maria João Brito de Sousa

Em claro espelho (1).jpg

Imagem Pinterest

"A Morte de Safo" - Miguel Carbonell Selva

*

*

DIALOGANDO COM CAMÕES NO SEU QUINGENTÉSIMO ANIVERSÁRIO XXX
*

 

Formosos olhos, que na idade nossa

Mostrais do Ceo certissimos signais,

Se quereis conhecer quanto possais,

Olhai-me a mim, que sou feitura vossa.
*


Vereis que do viver me desapossa

Aquelle riso com que a vida dais:

Vereis como de Amor não quero mais,

Por mais que o tempo corra, o damno possa.
*


E se ver-vos nesta alma, emfim, quizerdes,

Como em hum claro espelho, alli vereis

Tambem a vossa angelica e serena.
*


Mas eu cuido que, só por me não verdes,

Ver-vos em mim, Senhora, não quereis:

Tanto gôsto levais de minha pena!
*

Luís de Camões.
***


Tal como pelo Céu, por vós aspiro

Não tão serena quanto imaginais

Porquanto inda de vós não vi signais

E em minha solidão por vós suspiro
*


Tão queda estou, Senhor, neste retiro

Onde mal chega o canto dos pardais

Que não posso entender porque julgais

Que dessa vossa pena gôsto tiro
*

 

Não podendo fugir de penas tantas

Suplico-vos, Senhor: Não me julgueis

Sem que antes tenhais vindo confirmar
*


Que presa à terra vivo como as plantas

E só almejo o dia em que volteis

Para nos vossos olhos me mirar.
*

 

Mª João Brito de Sousa

03.05.2024 - 10.530h
***

O soneto de Camões foi transcrito do blog Sociedade Perfeita

 

 

02
Mai24

O CRAVO - Custódio Montes e Mª João Brito de Sousa

Maria João Brito de Sousa

cravo vermelho (3).jpg

 

O CRAVO
*

Coroa de Sonetos
*

Custódio Montes e Mª João Brito de Sousa
*


O cravo vai andar sempre comigo

Bem posto, bem erguido a encantar

De dia com a luz a despertar

Sinal de liberdade, paz e abrigo
*


Que o cravo nos liberte do perigo

De novas trevas virem apagar

Os sons que trouxe abril no seu cantar

Mostrando em cada canto um amigo
*


Cravo vermelho é essa a sua cor

Que o rubro cravo não seja esquecido

Ouvindo ao alto o rufo do tambor
*


No cano da espingarda ao alto erguido

Pleno de liberdade ao seu redor

Para que o povo não seja vencido
*


Custódio Montes
30.4.2024
***

2.
*

"Para que o povo não seja vencido"

Neste claro atentado contra Abril

Há que arrancar a besta do covil

E que acordar quem ande distraído
*


Não vá este país ser engolido

Depois de ter caído noutro ardil,

Reacendamos a chama viril

De um povo a que chamámos Povo Unido
*


E se são nossos esses ideiais

De tecto, educação, saúde e Paz

Façamos por torná-los bem reais
*


Que dizes, Portugal? Inda és capaz

De cumprir este Abril como esses tais

Que a lei da vida já deixou pra trás?
*


Mª João Brito de Sousa

30.04.2024 - 14.00h
***

3.
*

“Que a lei da vida já deixou pra trás”

Mas que são importantes para nós

Um povo unido, sim, e não a sós

Que só o povo unido é capaz
*


Andemos com a força de rapaz

Com o ensinamento dos avós

Trazendo o nosso barco até à foz

E tudo o que em conjunto satisfaz
*


Fascistas não…que vão para o covil

A pátria é nossa, a pátria é do povo

Assim o disse o cravo e o mês de abril
*


Ao alto e a cantar todos de novo

Que a liberdade viva anos mil

Em poemas a canto e assim a trovo!
*


Custódio Montes
30.4.2024
***

4.
*

"Em poemas a canto e assim a trovo!"

Estuando a liberdade conquistada,

Chorando e rindo quando a madrugada

Nasceu iluminando o nosso povo
*


De frente para o mundo, o Homem Novo,

Que enchia cada rua e cada estrada

Nunca mais bateria em retirada

Que o que louvava então ainda eu louvo
*


Posso hoje estar doente, enfraquecida,

Mas a vontade e a garra permanecem:

Acorda, ó Liberdade adormecida
*


Que os venenos que agora te entorpecem

"O dia inteiro e limpo", a própria vida,

Hão-de morrer sem ti: Não te merecem!
*


Mª João Brito de Sousa

30.04.2024 - 16.00h
***

.

5.
*

“Hão-de morrer sem ti. Não te merecem”

Que é vaga a ideia deles na verdade

Por não terem lá dentro liberdade

E teias de maldade apenas tecem
*


São horrendos vampiros que entristecem

Enganam toda a gente e a cidade

Recebe deles só ferocidade

E para governar se oferecem
*


A nós não nos enganam que sabemos

Que a sua ditadura traz agravo

Como a do ditador que cá tivemos
*


Mas acabou há muito….o povo bravo

Unido aos capitães que engrandecemos

Em vez da escravatura ergueu o cravo
*


Custódio Montes
30.4.2024
***

6.
*
"Em vez da escravatura ergueu o cravo"

Com o qual enfeitou as carabinas:

Basta de ditaduras assassinas,

Basta de humilhação e desagravo!
*


Este, que mourejava como um escravo,

Olhando o que exibia roupas finas

Soube que lhe era igual. Dif`rentes sinas:

Tudo tem um, o outro, nem um chavo...
*


Urgia eliminar estes abismos,

Urgia abrir as portas das prisões

E urgia erradicar os eufemismos
*


Que designavam chibos e vilões:

Às ferramentas vivas dos fascismos

Não devemos chamar senão capões!
*


Mª João Brito de Sousa

30.04.2024 - 21.00
***

7.
*
“Não devemos chamar senão capões”

Capados, é o termo, mal cheirosos

Diferentes dos cravos tão formosos

Só querem o alheio os ladrões
*

Andam sempre à procura de tostões

Atrás do que é dos outros, vergonhosos

Falam no bem do povo, mentirosos

Traidores, impostores, mandriões
*


Mas não falemos deles que é só dor

O que causam ao povo por maldade

De elites se propagam com fervor
*


Mas são gente maldosa na verdade

E a todos causam raiva e rancor

Por serem poço imundo de maldade
*


Custodio Montes
30.4.2024
***

8.
*

"Por serem poço imundo de maldade"

Não nos merecem mais do que desdém:

Estrebucham mas jamais serão alguém

Nem terão corações dos de verdade...
*


Pululam nos esgotos da cidade

Não sabendo o vigor que o cravo tem

Nas mãos do povo que lhe quer tão bem

Que o usa pr`adornar a Liberdade
*


Celebra-se amanhã mais uma vez

O primeiro de Maio, outra conquista

Daquela brava gente que Abril fez
*


E de vermelho cravo bem à vista

Afirmará o povo português

Que, disto, nunca esperem que desista!
*


Mª João Brito de Sousa

30.04.2024 - 23.00h
***

9.
*

“Que, disto, nunca esperem que desista”

Do primeiro de Maio nem pensar

É o trabalhador a assinalar

Mais um dia famoso em revista
*

É um dia que aumenta essa lista

De comemoração a festejar

O cravo fica bem a enfeitar

Canos de espingarda bem à vista
*


Andemos com o cravo na lapela

Que, além de ser bonito, também cheira

E torna a rua linda e tão bela
*

Que junta muito povo à sua beira

Toalhas brancas presas à janela

E todo o amor e graça que se queira
*


Custódio Montes
30.4.3024
***

10.
*

"E todo o amor e graça que se queira"

Encontrareis no cravo que ali está...

Diz um: Mas que bonita, Festa, pá!

Diz outro: Vem também prá nossa beira!
*


Assim se junta o povo. Uma bandeira

Agita-se no ar, pra cá, pra lá...

E cravos são aquilo que mais há

Naquela inesquecível quarta-feira
*


Eu, que sei ter um cravo enraizado

Dentro do peito e junto ao coração

Que pulsa ainda que descompassado,
*


Estou e não estou na manifestação:

Fica-me o corpo inteiro aqui sentado,

Voa-me o cravo em sua direcção.
*


Mª João Brito de Sousa

01.05.2024 - 12.00
***

11.
*

“Voa-me o cravo em sua direcção”

Voar voa o espírito e a cabeça

E nada há no mundo que me impeça

De o levar e mostrar na minha mão
*

Para haver a presença, o coração

Sente mesmo que longe nos pareça

O consolo e a dor não têm meça

Conforme o lugar onde eles estão
*

O cravo canta abril à desgarrada

Mas do cantar do cravo me distraio

Quando sigo de alma irmanada
*

Não penso, sigo em frente, vou, não saio

Sou abril, liberdade, camarada

E assim faço também no mês de maio
*


Custódio Montes
1.5.2024
***

12.
*

"E assim faço também no mês de Maio"

De coração em festa em casa fico

E a cantar este dia me dedico

Porque sair não posso, então não saio...
*


Voa-me o pensamento como um raio

E num instante irá levar-me ao pico

Do verso que pretendo forte e rico:

Estou gasta mas o verso inda é catraio!
*


De qualquer forma, esteja como esteja,

O cravo que reside no meu peito

Tem sempre a cor vermelha da cereja
*


Sabe que será sempre o meu eleito,

Chama por mim tão só pra que eu o veja

E chega ao fim julgando estar perfeito...
*


Mª João Brito de Sousa

01.05.2024 - 22.00h
***

13.
*

“E chega ao fim julgando estar perfeito”

E bem bonitos cravo e portadora

Ambos juntos imagem criadora

Ele vermelho e ela sem defeito
*


Vermelho é cor que fica bem ao peito

E com o cravo à mostra uma senhora

Fica mais linda mais encantadora

E o conjunto assim é o meu eleito
*


Vermelho também é a rubra cor

Que nos alegra a vista e a claridade

Irrompe à nossa volta bem melhor
*

Abril chega com maio, com vontade,

De dizer a cantar com mais calor

E com muito amor: viva a liberdade
*

Custódio Montes
1.5.2024
***

14.
*

"E com muito amor: viva a liberdade"

Dizemos quantos nesse cravo vemos

O fim da repressão em que sofremos

Mais de quarenta anos de impiedade
*

 

Foi em Abril que as ruas da cidade

Floresceram nos cravos que hoje erguemos

Pra celebrar o Maio em que acendemos

A inapagável chama da Verdade
*


Por isso é que nos dias mais cinzentos,

Em vez de procurarmos um abrigo,

Não arredamos pé e muito atentos
*


Aos primeiros sinais do mal antigo

Dizemos: Não mais dor, não mais tormentos,

"O cravo vai andar sempre comigo!"
*


Mª João Brito de Sousa

02.05.2024 - 11.45
***

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

01
Mai24

COM A VOZ QUE TRAZEMOS NAS MÃOS

Maria João Brito de Sousa

1º de maio.jpeg

COM A VOZ QUE TRAZEMOS NAS MÃOS
*

 

Nestes punhos magoados que se cerram

Por razões bem mais fortes do que a dor,

Eu trago estas palavras que se elevam

Como as de outro qualquer trabalhador
*

 

E, se morrer sem voz porque me enterram

Tentando refrear o meu ardor,

Jamais terei traído os que delegam

A voz na voz de quem lhes dá valor!
*

 

Ah, nunca mais o medo a meias-vozes!

Não mais a submissão aos tais algozes

Que vão escavando abismos financeiros
*

 

Entre um punhado de ´bem recheados`,

E os infindos milhões de injustiçados

Que esse abismo transforma em prisioneiros!
*

 

Maria João Brito de Sousa

04.10.2011 – 02.18h

***

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