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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) , autora no Portal CEN, e membro da Associação Desenhando Sonhos, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
30
Abr24

DIALOGANDO COM CAMÕES NO SEU QUINGENTÉSIMO ANIVERSÁRIO XXIX

Maria João Brito de Sousa

Febo e diana (1).jpg

Imagem Pinterest

*

LAMIA AND THE KNIGHT

John William Waterhouse

*

DIALOGANDO COM CAMÕES NO SEU QUINGENTÉSIMO ANIVERSÁRIO
*


Diana prateada, esclarecia

com a luz que do claro Febo ardente,

por ser de natureza transparente,

em si, como em espelho, reluzia.
*


Cem mil milhões de graças lhe influía,

quando me apareceu o excelente

raio de vosso aspecto, diferente

em graça e em amor do que soía.
*


Eu, vendo-me tão cheio de favores

e tão propinco a ser de todo vosso,

louvei a hora clara, e a noite escura,
*


pois nela destes cor a meus amores;

donde colijo claro que não posso

de dia para vós já ter ventura.
*


Luís de Camões

***


Enganais-vos, Senhor. A qualquer hora

De um dia claro ou de uma noite escura,

Estou pronta a conceder-vos a ventura

Que em carícias se acende e se demora
*

 

Não vedes que o desejo me devora?

Aplacai-me esta sede, esta secura,

Que eu prometo levar-vos à loucura

Com graças tais que até Diana ignora...
*

 

Que Febo e ela juntos se consolem

Enquanto vindes consolar-me a mim

Que mais sedenta estou que qualquer deus
*


Derramai sobre mim o vosso pólen,

Tomai-me toda inteira até que, enfim,

Vos jure que me haveis levado aos céus.
*

 

Mª João Brito de Sousa

30.04.2024 - 10.00h
***


O soneto de Camões foi transcrito do Blog Sociedade Perfeita

 

29
Abr24

DIALOGANDO COM CAMÕES NO SEU QUINGENTÉSIMO ANIVERSÁRIO XXVIII

Maria João Brito de Sousa

mulher nuvem pinterest (3).jpg

Imagem Pinterest

*

 

DIALOGANDO COM CAMÕES NO SEU QUINGENTÉSIMO ANIVERSÁRIO XXVIII
*


Chorai, Ninfas, os fados poderosos

Daquela soberana fermosura!

Onde foram parar ? Na sepultura?

Aqueles reais olhos graciosos?
*


Ó bens do mundo, falsos e enganosos!

Que mágoas para ouvir! Que tal figura

Jaza sem resplendor na terra dura,

Com tal rostro e cabelos tão fermosos!
*


Das outras que será, pois poder teve

A morte sobre cousa tanto bela

Que ela eclipsava a luz do claro dia?
*


Mas o mundo não era digno dela;

Por isso mais na terra não esteve:

Ao Céu subiu, que já se lhe devia.
*

Luíz de Camões
***


Chorando estamos. Nada nos consola

E se julgais infinda a vossa dor

A nossa é com certeza bem maior

Pois não só nos tortura como imola
*


Porque correis pra nós pedindo a esmola

De um choro que julgais consolador

Se somos meras nuvens de vapor

Suaves visões que a dor em vós empola?
*


E se entendeis que o Céu lhe era devido

Porque a chorais na Terra onde ora jaz?

Porque não exultais, se assim o credes?
*


Chorai, porém, se o choro vos apraz:

Pra vós, mortais, o choro faz sentido

Mas não nos mata nós as duras sedes.
*

 

 

Mª João Brito de Sousa

29.04.2024 - 13.00h
***

O soneto de Camões foi transcrito do Blog Sociedade Perfeita

28
Abr24

TROCA O PASSO AO DESCOMPASSO

Maria João Brito de Sousa

RELÒGIO ALICE pinterest.jpg

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*

TROCA O PASSO AO DESCOMPASSO
*

 

Há que trocar o passo ao desgoverno,

Dar a volta ao (con)texto que vigora,

Mudar o rumo à barca que ao inferno

Conduzirá o povo sem demora
*


Há que lembrar que Abril não é eterno,

Que é preciso cuidá-lo a toda a hora

Antes que algum conservador/moderno

Nos lance o vinte e cinco porta fora
*


Há que trocar o passo ao descompasso,

E jamais ir atrás de algum palhaço

Que nos ponha a correr... mas para trás
*


Como os ponteiros de um relógio louco

Que aponte muito mas que acerte pouco

Porque de acertos jamais foi capaz.
*

 

Mª João Brito de Sousa

28.04.2024 - 14.00h
***

 

27
Abr24

O PÓ NOSSO DE CADA DIA

Maria João Brito de Sousa

 

morada Luis rodrigues.jpg

Acrílico e Óleo sobre Madeira da autoria de Luís Rodrigues

*

O PÓ NOSSO DE CADA DIA
*


Eu não resido. Eu moro como tantos

Numa casa pequena, envelhecida,

Na qual nasceram lágrimas e espantos

E o mais que foi compondo a minha vida
*


Livros. Há livros por todos os cantos

Da minha velha casa guarnecida

Por um pó cinza-claro como os mantos

Das monjas a quem nunca dei guarida
*


Tem, esse pó, uma presença forte

E eu que estou em franca minoria

Face às suas partículas infindas
*


Direi que não é coisa que me importe

Tê-lo por companheiro noite e dia,

Conquanto lhe não dê as boas-vindas.
*

 

Mª João Brito de Sousa

27.04.2024 - 17.00h
***

 

 

 

 

26
Abr24

DIALOGANDO COM CAMÕES NO SEU QUINGENTÉSIMO ANIVERSÁRIO XXVII

Maria João Brito de Sousa

looking at the stars (1).jpg

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*

 

DIALOGANDO COM CAMÕES NO SEU QUINGENTÉSIMO ANIVERSÁRIO XXVII
*


Doce contentamento já passado,

em que todo o meu bem já consistia,

quem vos levou de minha companhia

e me deixou de vós tão apartado?
*


Quem cuidou que se visse neste estado

naquelas breves horas de alegria,

quando minha ventura consentia

que de enganos vivesse meu cuidado?
*

 

Fortuna minha foi cruel e dura

aquela, que causou meu perdimento,

com a qual ninguém pode ter cautela.
*


Nem se engane nenhüa criatura,

que não pode nenhum impedimento

fugir do que lhe ordena sua estrela.
*


Luís de Camões
***

 

Sobre os mandos de estrelas nada sei

Mas conheço as pulsões que, imperativas,

Chamo de musas e dão directivas

Aos versos que já fiz e aos que farei.
*


Chorais a que partiu, mas eu fiquei...

Nem sempre uso palavras assertivas,

Nem sinto as vergastadas punitivas

De quem cuidar dos passos que não dei
*


Apenas passo como tantos mais

Por essa vossa estrela e se me invento,

Dentro ou fora do Tempo, aqui estou eu
*


Na projecção de mim pra que saibais

Que vos devolvo à vida e que lamento

Que o Amor que chorais não seja o meu.
*

 

Mª João Brito de Sousa

26.04.2024 - 20.45h
***

 

O soneto de Camões foi transcrito do Blog Sociedade Perfeita

 

25
Abr24

MÃOS DE ABRIL - Reedição

Maria João Brito de Sousa

ao piano pinterest (2).jpg

Imagem Pinterest

*

MÃOS DE ABRIL
*
 
 
A mão que esboça o verso, ampara a vida,
 
Transporta o saco cheio, amassa o pão,
 
Cava o torrão mais duro e, mesmo f`rida,
 
Prefere a dor sentida a não ser mão
*
 
 
Renasce a cada causa antes perdida
 
E tece e fia e doba e faz questão
 
De, sobre a tela pronta e já tecida,
 
Lavrar, do próprio gesto, a criação.
*
 
 
 
A mão trabalha ainda, a mão persiste
 
E até quando algemada ela se agita:
 
Ou se livra da peia… ou lhe resiste!
*
 
 
Será por cada mão que não desiste
 
Que a força de que o mundo necessita
 
Justifica a razão que ao povo assiste!
*
 
 
 
Maria João Brito de Sousa 
 
29.01.2014 – 14.43h
***
 
25
Abr24

O TAL VINTE E CINCO

Maria João Brito de Sousa

o tal 25.jpg

Fotografia de Eduardo Gageiro

*


O TAL VINTE E CINCO
*

 

Aos vinte e cinco foi dia

Quando era de madrugada

E nesse dia a alegria,

Toda a alegria que havia,

Explodiu quando libertada
*


Aos vinte e cinco chorou-se

Pelo motivo contrário

Ao que o estado novo trouxe:

Aos vinte e cinco cantou-se,

Sonhou-se um poder operário!
*


Tantos mil, fomos vontade,

Que num grito, um grito só,

Saudámos a liberdade,

Todos em pé de igualdade

E a pisar o mesmo pó,
*


O pó de todas as ruas

Metro a metro percorridas

Por chaimites, por charruas...

E sonhei, ou vi faluas

Trocar mar por avenidas?
*


Aos vinte e cinco, sonhámos,

Aos vinte e cinco sentimos

O sabor do que criámos

E desse dia guardámos

O que hoje não permitimos
*


Depois? Depois aprendemos,

Porque, pouquinho a pouquinho,

Percebemos que o que temos

São sobras do que fazemos,

Mas mais ninguém está sozinho,
*


Por isso é que sempre urgente

Lutar mais, com mais afinco,

Lutar, tendo bem presente

Que há sempre quem rosne à gente

Que fez o tal vinte e cinco!
*

 


Maria João Brito de Sousa

23.04.2018 – 09.46h
***

 

24
Abr24

ALERTA!

Maria João Brito de Sousa

cravo vermelho (1).jpg

ALERTA!

ou

OS "VINTE E QUATRO" ANTI-REVOLUÇÃO
*


Alerta que os vampiros ´stão de volta!

Já não lhes basta a noite: a toda a hora

Emerge um sanguinário que te explora

Mas que julgas mais um da tua escolta
*


E se a manada entende que anda à solta

Pacatamente pela estrada fora,

Nem os distingue e ao romper da aurora

Já foi sugada e nem sentiu revolta!
*


Tantos lhes franquearam tecto e mesa

Tratando a Besta como a um irmão

Que a quase todos nos tornaram presa
*


Dos "vinte e quatro" anti-revolução:

Ei-los agora a rirem da fraqueza

Dos que sorriem com cravos na mão.
*

 

Mª João Brito de Sousa

24.04.24 - 12.00h
***

 

22
Abr24

UM SONETO À RESISTÊNCIA - Reedição

Maria João Brito de Sousa

JANGADA - António de Sousa, Alice Brito de Sousa.jpeg

UM SONETO À RESISTÊNCIA
*

 

Neste meu lugre-escuna – ou é jangada? -

Vou resistindo enquanto vou podendo

E devo-vos dizer que me não vendo

Porque por preço algum serei comprada
*


Nem esta embarcação será tomada

Porque sou frágil mas nunca me rendo

E o verso é sempre a amarra a que me prendo

Enquanto dela sobre um quase nada...
*


Venho falar-vos desta força imensa,

Que tremeluz e tanto mais se adensa

Quanto mais vai teimando em resistir,
*


Que me flui no sentir, mas que se pensa,

Que mesmo naufragada, exausta, tensa,

Emerge e nada em vez de desistir.
*


Maria João Brito de Sousa

09.04.2015 – 14.11h
***

21
Abr24

DIALOGANDO COM CAMÕES NO SEU QUINGENTÉSIMO ANIVERSÁRIO XXVII

Maria João Brito de Sousa

CAMÔES CASTELHANO.jpg

Imagem Pinterest

*

DIALOGANDO COM CAMÕES NO SEU QUINGENTÉSIMO ANIVERSÁRIO XXVII
*

 


El vaso reluciente y cristalino,

de Ángeles agua clara y olorosa,

de blanca seda ornado y fresca rosa,

ligado con cabellos de oro fino,
*


bien claro parecía el don divino

labrado por la mano artificiosa

de aquella blanca Ninfa, graciosa

más que el rubio lucero matutino.
*


Nel vaso vuestro cuerpo se afigura,

raxado de los blancos miembros bellos,

y en el agua vuestra ánima pura.
*


La seda es la blancura, y los cabellos

son las prisiones y la ligadura

con que mi libertad fue asida dellos.
*


Luís de Camões
***


A mí, Señor, me habías prometido

Entero el corazón... Cómo creer-te

Si ahora oigo que vas a perder-te

¿Por otra, qué seguro te ha mentido?
*


Así me quedo sola, así te olvido

¡Sin lloros, que no quiero detener-te!

Solo palabras podré devolver-te

Y serán todas las que te he oído
*


Quédate con tu vaso reluciente

Que pronto quebrarás a puñetazos

Porque se te habrá vuelto indiferente
*


Ya no me embromarás con tus abrazos,

Ahora sé que puedo hacerte frente:

¡Jamás me romperás en mil pedazos!
***

 

Mª João Brito de Sousa

21.04.2024 - 15.00h
***


O soneto de Camões foi transcrito do blog Sociedade Perfeita

21
Abr24

DIALOGANDO COM CAMÕES NO SEU QUINGENTÉSIMO ANIVERSÁRIO XXVI

Maria João Brito de Sousa

water pint (1).jpg

Imagem Pinterest

*

DIALOGANDO COM CAMÕES NO SEU QUINGENTÉSIMO ANIVERSÁRIO XXVI
*


Doces e claras águas do Mondego,

Doce repouso de minha lembrança,

Onde a comprida e perfida esperança

Longo tempo apos si me trouxe cego,
*


De vós me aparto, si; porém não nego

Que inda a longa memoria, que me alcança,

Me não deixa de vós fazer mudança,

Mas quanto mais me alongo, mais me achego
*


Bem poderá a Fortuna este instrumento

Da alma levar por terra nova e estranha,

Offerecido ao mar remoto, ao vento.
*


Mas a alma, que de cá vos acompanha,

Nas azas do ligeiro pensamento

Para vós, águas, vôa, e em vós se banha.
*


Luís de Camões

***


Também pra mim, Senhor, esse Mondego

Tem tantas graças, tão doces mistérios

Que o ouço a marulhar nos céus etéreos

Em que se espelha o meu desassossego
*


Ó rio que és de meu pai, nada te nego

E, se os tivesse, dar-te-ia impérios

Dos que, feitos de amor, são deletérios

Pra todo o que ao amor se mostre cego...
*


Ponho-te ao lado do meu Tejo manso

E se recordo, agreste, o velho Douro,

Três sois, se está correcto o meu balanço:
*


Tu, meu Tejo moreno, és o meu mouro,

Tu, Douro, a minha garra e o meu descanso

E tu, Mondego, o meu gentil calouro.
*

 

Mª João Brito de Sousa

20.04.2024 - 10.00h
***

Memorando o poeta António de Sousa, por Vitorino Nemésio apodado de "poeta dos três rios" por ter nascido no Porto, estudado e casado em Coimbra onde o meu pai nasceu, e vivido os seus últimos anos junto ao Tejo, no Concelho de Oeiras.

*

O soneto de Camões foi transcrito do blog Sociedade Perfeita

 

20
Abr24

VERSOS DO DESENGANO - Reedição

Maria João Brito de Sousa

estrela do mar pint (2).jpg

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*

VERSOS DO DESENGANO
*


O Mundo não me vê. Sou invisível

Como as teimosas ervas dos caminhos

E estes meus versos frágeis, comezinhos,

Não passam de um rumor quase inaudível...
*


Não fora eu tão humana, perecível

E eterna escrava dos meus desalinhos...

Mas os astros, amor, morrem sozinhos

E nem esse teu deus é infalível!
*


O que é o Mundo, amor que um dia amei,

Senão a rocha astral em que me sei

Até que um dia deixe de saber-me
*

 

Se os infinitos sonhos que (im)plantei

Nos versos dos poemas que engendrei,

Não me tornam maior que um simples verme?
*

 


Mª João Brito de Sousa
16.04.2022 - 11.45h
***

Memorando o soneto VERSOS DE ORGULHO de Florbela Espanca

 

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