HISTORIETA SACRO-PROFANA
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"Euterpe" por Fernando Rubio Monroy
REBELDIA
*
Soneto ao Soneto
*
Desperta, a Rebeldia, e rumoreja
Trôpega ainda, ainda indecisão,
Mas é vê-la fincar os pés no chão
E erguer a voz à nuvem que troveja!
*
Traz, o Soneto, garra que sobeja
Pr`afugentar más línguas e traição
Contra a paixão que o move. E tem razão,
Porquanto não hesita e mal gagueja...
*
Ah, se a fragilidade o torna forte,
Que haste/ponteiro irá mostrar-lhe o Norte
No insustentável mapa do futuro?
*
E quão audaz será no seu suporte
Se, solfejando, desafia a sorte
De em quatro estrofes derrubar um muro?
*
Maria João Brito de Sousa
11.10.2021 - 09.30h
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Saiba porquê :)
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QUAL FOLHA AO VENTO
*
Posso-te garantir que a minha porta
Se encontra ainda aberta à tua espera,
Mas não tentes domar-me que sou fera,
Nem me queiras torcer, que sou já torta
*
Pois quando falsamente alguém me exorta
Ou crê que eu possa crer que me venera,
Fico em silêncio como se, de cera,
Em estátua me mudasse, imóvel, morta...
*
Mas se nos encontrarmos frente a frente,
Num qualquer ponto deste espaço-tempo
Que nos não dure mais do que um repente,
*
Vê se me entendes porque mais não tento
Explicar-te bem que, como muita gente,
Posso também voar qual folha ao vento.
*
Mª João Brito de Sousa
14.03.2023 - 11.40h
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Litografia de Manuel Ribeiro de Pavia in Livro de Bordo de António de Sousa
*
DESTE BARRO MOLDADO
*
Quem teme um mundo líquido a fluir
Se aprendeu a nadar quando criança,
Se sempre soube o que é não desistir,
Se embora estropiado ainda avança,
*
Se tudo perde sem perder a esp`rança
De embora ferido erguer-se e resistir?
Desta matéria nasce a tal mudança
Da qual o homem novo há-de emergir!
*
E quem pode roubar-lhe essa pujança,
Ou quem pode culpá-lo se exigir
O pão que come e o fim desta matança
*
A quem nunca fez mais do que mentir,
Se a voz se lhe não cala, não descansa,
Nem seus olhos se cerram pra dormir?
*
Mª João Brito de Sousa
14.03.2023 - 10.00h
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Na ausência de um técnico de informática, um leigo faz o que pode...
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Saudades do Verão? Mate-as aqui
NOUTRO DIA QUALQUER - Reedição
*
Noutro dia qualquer não vos diria
Que as rimas se insurgissem revoltadas
Mas, hoje, ultrapassaram-me apressadas
Recriando uma estranha romaria
*
E nem vos sei dizer se saberia,
Ainda que as quisesse controladas,
Ainda que bem presas e domadas,
Impor-lhes algum rumo e melodia
*
Mais tarde, contarei que elas ficaram,
Que me iludi, que não me renegaram
E que hão-de estar comigo até ao fim
*
Mas hoje afirmo que elas me voaram,
Que ao fugirem de mim se recusaram
A virem enfeitar o meu jardim.
*
Maria João Brito de Sousa
28.02.2013 – 19.05h
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Tela de Débora Arango
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