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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) , autora no Portal CEN, e membro da Associação Desenhando Sonhos, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
31
Dez22

BOM ANO, BOM ANO!

Maria João Brito de Sousa

bom ano 2023 (1).jpg

Queridos amigos e companheiros de versos,

perdoem-me a longa ausência, fruto de mais de uma semana seguida de exames e consultas hospitalares que me deixaram tanto "desmusada" quanto física e psicologicamente esgotada.

O cansaço mantém-se mas não poderia eu manter-me em silêncio, nem deixar de desejar-vos boas entradas nesta passagem de 2022 para 2023.

Para tod@s vós,

BOM ANO, BOM ANO!
*


Bom ano, bom ano! Por tudo e por nada,
sorrindo encantada desejo um bom ano,
melhor, mais humano porquanto acertada
a hora enganada de algum desengano...
*


Bom ano, bom ano! Que o seja à chegada
da noite marcada por todo este plano
que sempre é sob`rano se em mapas traçada
não sendo orquestrada por mão de tirano...
*


Bom ano pra vós e também para mim!
Que belo festim, o dos dias por vir,
noites pra dormir e manhãs sem ter fim!
*


Será mesmo assim ou terei de admitir
que o quero é sentir e só digo que sim
por neste ínterim o não qu`rer desmentir?
*

Mª João Brito de Sousa

22
Dez22

BOAS FESTAS!

Maria João Brito de Sousa

BoAS FESTAS 2022 (1).jpg

 

BOAS FESTAS!

*

I

*

Será que é mesmo Natal

Sempre que "um homem quiser"?

Assim deveria ser,

Mas, vendo o mundo real

Cada vez mais desigual

E tantos sem nada ter

Que mais me resta dizer

Neste mundo virtual

Senão que não há sinal

Do Natal que esse homem quer?

*

II

*

Cada vez mais e mais fundo

Se vai cavando este abismo

Que hoje oscila em paroxismo

Entre os tais donos do mundo

E os que o tornaram fecundo...

Por isso é que ainda cismo

E creio num Socialismo

Que com este não confundo:

Mesmo quando em sonho abundo,

Renego o proselitismo!

*

III

*

Quando este mundo mudar

E houver natais a valer

Sempre que um homem nascer,

Então, mais do que sonhar,

Muito mais do que enfeitar

As mesas pró receber,

Poderemos, sim, escrever

E, com certeza, afirmar

Que há Natal, sempre a brotar

Do "ventre de uma mulher"!

*

Maria João Brito de Sousa - 08.12.2016 - 14.26h

*

Entre aspas, versos do poema "Quando um Homem Quiser" de José Carlos Ary dos Santos.

 

*

21
Dez22

DIAS TRISTES - Helena Fragoso e Mª João Brito de Sousa

Maria João Brito de Sousa

LÁGRIMA - 1999.jpeg

 

DIAS TRISTES
*
Coroa de Sonetos
*

Helena Fragoso e Mª João Brito de Sousa
*

1.
*

Há dias e dias na vida da gente

Uns que nos sorriem, outros que até não…

Há os que nos fazem torturas à mente…

São aos quais eu chamo de " dias de cão".…
*

Tem uns que são duros e que num repente

Emanam tristeza…nos deitam ao chão….

Até nos destroem a alma, a pureza

Só nos trazem mágoas, dor na contramão…
*

Tem dias que tudo nos parece ausente

Em que nada vibra, nada se consente…

Dias em que o mundo é mera ilusão….
*

Enfim, dias tristes em que consciente,

Nossa alma chora, sentindo latente

A saudade, as mágoas e a solidão…
*

 

Helena Fragoso
***
2
*

"A saudade, as mágoas e a solidão"

Podem, minha querida, ser tão passageiras

Quanto o são as aves, se de arribação,

Ou as altas chamas de alguma fogueira
*


Que ao fim de umas horas se consumirão

Pra deixar só cinzas brancas e poeira...

Sim, há dias tristes, há "dias de cão",

E há dias que são riso e brincadeira
*


Nesta nossa estrada, em vez de alcatrão,

Há pedras bem duras a forrar o chão

E arbustos com espinhos mesmo à nossa beira
*


Mas nós prosseguimos. Não, não foi em vão

Que continuamos nesta direcção,

Neste mundo (quase) carrossel de feira!
*


Mª João Brito de Sousa

29.11.2022 - 15.15h
***


3.
*

Neste mundo (quase) carrossel de feira

Que descompensado corre sem noção

Com dias que roubam e de que maneira

Nossa paciência e concentração...
*


Tem dias que a vida não se mostra inteira

E em que nossos passos se colam ao chão.

Dias em que os sonhos ardem na fogueira

Só restando as cinzas da desilusão…
*

E neste caminho, nesta ribanceira

Os dias que passam seguem de maneira

Que haja riso, pranto, dor e solidão…
*


Tem dias que a vida na sua cegueira

Nos deixa sem rumo, sem eira nem beira.

Perdidos nas sombras e na escuridão…
*

Helena Fragoso
***

4.
*

"Perdidos nas sombras e na escuridão"

Sem ver mais que um palmo do nosso futuro

Tornámo-nos sombras tecidas no escuro,

Quase inexistência, quase assombração...
*

 

Mas todas as sombras são a projecção

De algo consistente, volumoso e duro,

Que pode ser gente ou somente um muro

Cuja sombra é fruto... de iluminação
*


Sem luz, minha amiga, por pouca que seja

Não haverá sombra, nem quem nela esteja

Tão desiludido quanto estás agora:
*


Salta-me esse muro que, do outro lado,

Tudo está mais claro, mais iluminado

E verás que as sombras terão ido embora!
*

 

Mª João Brito de Sousa

07.12.2022 - 11.50h
***

5.
*

"E verás que as sombras terão ido embora"

Levando com elas dor e solidão

Nasce um novo dia, uma nova aurora

É um dia triste? Diria que não…
*


Um dia que corre nesse mundo afora

Formando um oásis mantendo a ilusão

Que há dias felizes e que a qualquer hora

Os dias mais tristes se transformarão
*


Ao pular o muro vi sombras lá fora

Vi dias sorrindo numa ou outra hora

Vi sombras andando pela escuridão..
*


Então ao ver tudo, voltei, vim embora,

Pensei nesses dias que vão mundo afora

Uns tristes, é certo... outros até não.
*

Helena Fragoso
*


6.
*

"Uns tristes, é certo... outros até não"

Que se nuns chorei, nos outros me ri

E entre choro e riso muito eu aprendi

Ao subir o muro da contradição:
*


Vi os que acumulam milhão a milhão

E os que moirejam não tendo pra si

Nem um pedacinho do que nalguns vi,

E vi os sem-terra junto dos sem-pão
*


Sucumbindo às bestas do nazi-fascismo

Que, por todo o mundo, escava um sujo abismo

Em que os dias - todos! - são de escravidão!
*


E pra que não seja mais do que um aviso,

Pra que sobrevivam os dias do riso,

Que nos não enganem as bestas que o são!
*

 

Mª João Brito de Sousa

09.12.2022 - 11.35h
***

7.
*

"Que nos não enganem as bestas que o são"

Ferozes selvagens sempre assim os vi…

Negando aos mais pobres a casa e o pão

Com cruéis discursos como sempre li….
*


Existe a esperança, não é ilusão…

E talvez por isso eu nunca a perdi

Tem dias sorrindo, sim, na contramão

Desses tristes dias que também vivi…
*


Tem dias risonhos que bem os senti

Que enquanto duraram amei e sorri

Mesmo que só fossem total ilusão…
*


Nos outros, nos tristes, até me perdi

Com tanta maldade como nunca vi

Fruto desta nossa civilização…
*

Helena Fragoso
*

8.
*

"Fruto desta nossa civilização"

Que ao capitalismo tanto idolatrou,

Renasce o nazismo do que del` sobrou,

Mais letal que um vírus, mais sem compaixão
*


Mas se há esp`rança ainda de lhe pôr travão,

Esses dias tristes em que a dor cravou

Punhais de aço puro nos que dizimou,

Em dias felizes se transformarão!
*


Planta a tua esp`rança companheira amiga

Para que ela em breve se transforme em espiga

E pra que da espiga nasça essoutro pão
*


Que consola a alma e conforta a barriga,

Que ora trigo loiro, ora uma cantiga,

Tanto é poesia quanto é refeição!
*

 

Mª João Brito de Sousa

13.12.2022 - 17.20h
***

9.
*

"Tanto é poesia quanto refeição,"

Que alimenta a alma, que dá cor à vida

Nesses dias tristes que sem compaixão

Tudo vai embora sem ter despedida…
*


Mas tem um momento de consolação

Em que os dias chegam sorrindo pra vida

Dias de alegria de amor de paixão

De uma liberdade por nós conseguida…
*


Aí companheira de luta de vida,

Sorriem os dias na paz que é vivida

Em nossos momentos de satisfação…
*


E os dias tristes estarão de partida

Levando tristezas retalhos de vida…

Deixando alegrias, paz no coração.
*

Helena Fragoso
***

10.
*

"Deixando alegrias, paz no coração"

Como a que hoje sinto por de novo ler-te:

Não há mais angústia que me desconcerte

Nem que a voz me tolha pra prender-me ao chão!
*


Virão alegrias, amiga, virão,

Embora eu não possa, certeira, dizer-te

Quando exactamente sorrirão ao ver-te,

Só posso afirmar-te que te sorrirão
*


E estes tristes dias que a tantos oprimem,

Serão apagados pelos que redimem

Todas as angústias e todos os prantos
*


Virão dias claros que os prantos suprimem

E enquanto aguardamos, nossos versos exprimem,

Nos sonhos de agora, a esp`rança de tantos!
*


Mª João Brito de Sousa

18.12.2022 - 15.05h
***

11.
*

Nos sonhos de agora a esprança de tantos…

Que com fé desejam a paz neste mundo…

Dias de tristeza e outros de encantos…

Faz parte da vida, verdade no fundo…
*


Nesses dias tristes, nem sabemos quantos,

Dias do fascismo, um momento imundo…

Sofreram na carne, e Deus…foram tantos…

Outros que sumiram nesse submundo…
*


Mas vamos em frente construindo a fundo

Um novo universo a bem deste mundo

Uns dias, sim, tristes, outros serão santos …
*


E mesmo algum ódio, talvez iracundo

Se transforme em sonhos em sonhos que a fundo

Serão mesmo a esprança, a esprança de tantos…
*

Helena Fragoso
***

12.
*

"Serão mesmo a esprança, a esprança de tantos"

Que de novo vêem erguer-se o nazismo

Conquanto o julgassem morto em cada abismo

Que o próprio cavara por todos os cantos
*


Foi enorme o pasmo, grandes os espantos

Que nos abalaram como um brutal sismo,

Mas de novo calmos, quebrou-se o mutismo

E entre os que resistem não cabem mais prantos
*


Não sei dizer como, nem sei dizer quando,

Mas vejo o nazismo de novo afundando

No profundo abismo que pra nós cavou
*


Não será com balas, mas será lutando

Que os que quer esmagados o irão esmagando

Até que digamos: - O monstro acabou!
*


Mª João Brito de Sousa

18.12.2022 - 19.15h
***

13.
*

"Até que digamos o monstro acabou"…

Até que tenhamos paz e liberdade…

Até derrotarmos quem nos torturou

Com ódios, com guerras, matanças, maldade….
*


Até que vejamos que o mundo mudou

Que haja novos dias de luz, claridade…

Que os dias renasçam do bem que os criou

Os dias felizes a bem da verdade…
*


Há dias e dias que a vida mudou

Com tudo o que a gente viveu e lutou

Até houve dias deixando saudade…
*


Os tais dias tristes que o vento levou

Os dias risonhos que o sol nos doou

Tristes ou risonhos … dias de verdade…
*

Helena Fragoso
***

14.
*

"Tristes ou risonhos... dias de verdade",

Dias que nos encham de amor e de paz,

Dias que nos mostrem que há gente capaz

De remir os erros desta sociedade,
*


De implantar, no mundo, a solidariedade

Com fundas raízes, não breve e fugaz,

Dando um passo em frente e, a seguir, dois atrás,

No que vai tocando à nossa liberdade...
*


Que a guerra entre os povos termine de vez!

Se aquilo que vejo é também o que vês,

Que quem sofre e paga é quem está inocente,
*


Então, companheira, que pague quem fez

De cada alegria, dor e morbidez:

"Há dias e dias na vida da gente"!
*


Mª João Brito de Sousa

21.12.2022 - 13.50h
***

 

19
Dez22

FELIZ NATAL! - Com bolinha vermelha

Maria João Brito de Sousa

Feliz natal 2022 - feliz distopia.jpg

Imagem retirada daqui

*

FELIZ NATAL!

(Com bolinha vermelha)
*


Aos que tendo trabalho não auferem

Mais do que uns pós de quanto aos grandes sobra,

Feliz Natal!, se a esp`rança em vós soçobra

No instante em que da vida nada esperem
*


Aos que, desempregados, desesperem

Por não pagarem quanto a banca cobra,

Feliz Natal!, que o desespero é obra

Que a muitos fez e faz enlouquecerem
*


Aos que nas guerras, dum e doutro lado,

São carne pró canhão que foi doado

Por quem sempre acendeu pavios alheios
*


Feliz Natal!, que um corpo estilhaçado

Não sente dor, nem se sabe enganado:

Jamais se verga um morto aos seus receios!
*


Mª João Brito de Sousa

19.12.2022 - 12.00h
***

13
Dez22

À FLOR DO NOSSO ESPANTO

Maria João Brito de Sousa

The Dream - M. Chagall (1).jpg

O Sonho - Marc Chagall

*


À FLOR DO NOSSO ESPANTO
*

 

"Numa brisa soprada pelo vento",

Nas asas de uma pomba que esvoaça,

Deponho uma centelha - só! - da graça

Que às musas concedeu algum talento
*


E a minha que, privada de alimento,

Murchando se enrugara como passa,

Vai retomando, ao vê-la, a antiga traça

E de novo recobra algum alento
*


Voemos pois ainda que pousados

No maltratado chão dos nossos fados

Ou na magoada voz do nosso canto
*


Voemos tal e qual bichos alados

Sobre as montanhas ou rasando os prados

Que irão nascendo à flor do nosso espanto.
*


Mª João Brito de Sousa

13.12.2022 - 10.40h
***

Soneto concebido a partir do último verso do soneto "A Voar" do poeta Custódio Montes.

12
Dez22

"COMBO"

Maria João Brito de Sousa

DICOTOMIA (5).jpg

"COMBO"
*


Metade de mim é gente

e a outra metade é Musa:

se a primeira está doente,

logo a segunda o acusa
*


E o corpo se me ressente

enquanto a mente, confusa,

pensa imediatamente

que a Musa se lhe recusa
*


Embora estando consciente

de que a dita cuja abusa

da metade que, inocente,
*


Por estar doente se escusa...

Sendo esta Musa inclemente,

que esperam que o Eu produza?
*

 

Mª João Brito de Sousa

12.12.2022 - 10.50h
***

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