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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) , autora no Portal CEN, e membro da Associação Desenhando Sonhos, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
20
Jun22

ATÉ QUE O SANGUE ESCORRA, VERMELHINHO

Maria João Brito de Sousa

L`IMPORTANT C´EST LA ROSE (1).jpeg

"Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinhos. Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!"

Machado de Assis
*

 

ATÉ QUE O SANGUE ESCORRA, VERMELHINHO


*


Gosto de cactos verdes e espinhosos,

E até de rosas vaidosas e nobres...

Nos mundos ideais - sonhos de pobres! -

Finto sem medo maciços rochosos,
*


Mostrengos gigantescos, tenebrosos,

Que nunca vergarão por mais que os dobres,

E a todos vou metendo em meus alfobres

Transmutados em nada, vaporosos.
*


Aqui termino o breve devaneio

E assumo que há mostrengos que receio

Ou que as rosas me ferem se algum espinho,
*


Dos muitos que por vezes manuseio,

Na carne se me crava, mesmo em cheio,

Até que o sangue escorra, vermelhinho.
*

 


Mª João Brito de Sousa

15.05.2022 - 15.50h
***

 

Soneto concebido para um desafio de temas no Horizontes da Poesia

19
Jun22

"INTERMEZZO"

Maria João Brito de Sousa

DICOTOMIA.jpg

"INTERMEZZO"
*

 

Minto se vos disser que sou feliz

E minto se afirmar que não o sou:

Desdigo-me a mim mesma, de raiz,

Se houver raiz no que de mim sobrou...
*


Relevo quanto sobre mim se diz

E tanto se me dá se o que restou

Dos poemas que fiz e que desfiz

Bastou para ser obra... ou não bastou.
*


Quando voltar a mim, se a mim voltar,

Talvez a Musa me volte a acenar

Com versos musicados, como outrora
*


Mas, desta vez, talvez eu lhe resista

Conquanto saiba bem que enquanto exista

Se me recusa, a Musa, a ir-se embora.
*


Mª João Brito de Sousa

18.06.2022 - 20.15h
***

18
Jun22

NOTÍCIAS - 18.06.2022

Maria João Brito de Sousa

- oEIRAS, eVENTO NAS PALMEIRAS, POESIA, 2021.jpg

Querid@s amig@s e companheir@s de versos,

mais uma vez os problemas de saúde me levaram a ter de andar a correr de laboratório em laboratório e de consulta hospitalar em consulta hospitalar, induzindo-me um estado de exaustão que me tem mantido afastada tanto das leituras e da escrita quanto do vosso convívio diário.

Este especifíco problema está ainda longe de estar resolvido, mas intensa a dor física que acompanhava os dois simultâneos quadros infecciosos encontra-se, de momento, bastante controlada.

Não posso prometer um trabalho interactivo diário e constante, mas posso tentar recomeçar. Devagarinho, muito devagarinho, que a minha força física e anímica ainda não regressou aos mínimos exigíveis a quem pretenda poder concentrar-se tanto na leitura quanto na escrita.

Muito obrigada a tod@s @s que me telefonaram ou comentaram durante este período em que as dificuldades, a dor e a indisposição física conseguiram superar a minha vontade.

 

Um forte abraço para tod@s vós.
*
Mª João
*

18.06.2022

07
Jun22

GENETICAMENTE INSPIRADO - Reedição

Maria João Brito de Sousa

 

EU COM ROSINHA.jpg

GENETICAMENTE INSPIRADO

*


Vou pincelando, a ocres e vermelhos,

Este soneto oval que me fascina

E engano os meus anseios de menina

Numa ressurreição de cacos velhos

*

 

Desminto a evidência dos espelhos!

Deste enlevo renasço, pequenina,

Crescem-me asinhas de feição divina

E fico invulnerável a conselhos

*

 

Pois moldo, pinto, engendro a "obra-prima"

Que vou solicitando aos meus sentidos

Sem que me sinta, nunca, arrependida

*

 

E, a cada segundo, o que me anima

É toda a profusão de coloridos

Que há nesta sensação de criar vida!

*

 


Maria João Brito de Sousa 

31.01.2008 - 10.15h

 

***

 

In Poeta Porque Deus Quer, Autores Editora, 2009

 

06
Jun22

UM CASTELO DE AÇUCENAS- Reedição

Maria João Brito de Sousa

açucenas (1).jpg

UM CASTELO

DE

AÇUCENAS
*

 

 


Na paz de Deus embalo os meus poemas

E desse não sei quê que vive em mim

Vem-me uma lucidez que não tem fim

E é, no fundo, a razão das minhas penas
*

 

 

Na paz que delas vem, ergo as empenas

Do castelo em que abrigo o meu jardim

De versos cujas rimas de cetim

Bordei letra por letra. E são centenas!
*

 

 

No pátio dos poemas que eu herdei,

Na paz que o verso em mim quis delegar,

Vi florescer nas tardes mais serenas
*

 

 

O pomar dos poemas que criei...

Eu, que mendigo um pão pra mastigar

Do alto de um Castelo de Açucenas.

*

 

 

Maria João Brito de Sousa - 17.02.2008
*

In Poeta Porque Deus Quer - Autores Editora, 2009

 

(ligeiramente reformulado)

05
Jun22

UMA BARCA A VARAR A TEMPESTADE

Maria João Brito de Sousa

 

uma barca varando a  tempestade.jpg

UMA BARCA

A VARAR

A TEMPESTADE
*


"Numa chuva de dor tocada a vento"

Vai vendo aproximar-se a tempestade,

Essa a que um ser humano não se evade

Por mais que à sua rota esteja atento
*


E esse bom capitão cujo talento

Não gera um verso - um só! - que desagrade,

Vê turvar-se-lhe a vista: como há-de

Fazer frente a um mar tão turbulento?
*


Não sabe o que ninguém pode saber

E nem o sabe a Musa proteger

De uma tal tempestade interior,
*


Sabe, porém, que a força que lhe resta

Reside no alento que lhe empresta

A Barca cuja proa enfrenta a dor!
*

 

Mª João Brito de Sousa

04.06.2022 - 14.00
***

Soneto criado a partir do último verso do soneto CÉU CINZENTO de José Manuel Cabrita Neves

 

04
Jun22

TANTAS CARAVELAS... - Reedição

Maria João Brito de Sousa

TANTAS CARAVELAS...
*

Ergue-se o pano e surge outro cenário

Vindo de uma matriz que mal denota

O virtual do qual emerge a frota

De sonhos com aromas de incensário
*

 

A multidão, em sentido contrário,

Retoma, paulatina, a sua rota

E os que não trouxerem espada e cota

Farão boicote ao vosso imaginário…
*

 

Não será de estranhar que, no futuro,

Se (re)erga uma ponte sobre um muro

E um outro entendimento sobrevenha,
*

 

Nem será de esperá-lo. O que vos juro,

É que a tela que pinto e que emolduro

Se vai esfumando ao longe. E ninguém estranha.
*

 

Maria João Brito de Sousa

02.03.2009 - 22.30h
***

tantas caravelas.jpg

03
Jun22

EPOPEIAZINHA

Maria João Brito de Sousa

epopeiazinha.jpg

EPOPEIAZINHA
*

 

Percorro o espaço vivo dos meus dias

Nos tropeços do mundo aos trambolhões

E desprezo a prudência dos travões

Numa estranha corrida de ousadias
*

 

Acelerando, encontro novas vias

Prás minhas mais remotas compulsões

E o meu combustível de ilusões

Garante protecção contra avarias
*

 

Cometo as mais temíveis infracções!

Na meta do evento está Golias

Desafiando as minhas convicções
*

 

Com demos, tentações, feitiçarias,

Gigantes - ou moinhos... - e dragões

Gerados na matriz das fantasias.
*

 

Maria João Brito de Sousa - 2008
*

 

In Poeta Porque Deus Quer - Autores Editora, 2009

 

(ligeiramente reformulado)

 

 

 

 

 

 

02
Jun22

A PERFEITA OCUPAÇÃO DAS HORAS - Reedição

Maria João Brito de Sousa

aarco de pedra (3).jpg

 

A PERFEITA OCUPAÇÃO DAS HORAS
*

 


No corpo inacessível de um poema

Mora o ritmo, sereno ou agitado,

Que fala da virtude e do pecado

E faz com que escrevê-lo valha a pena
*

 

A pauta musical que assim me acena

A seduzir-me o corpo já cansado,

Virá trazer-me o verbo inesperado

Que me preenche a alma enfim serena
*

 

E vai-se-me o vazio que então crescia

Mudado em fruição do que se faz

Nas noites renovadas como auroras
*

 

Em que me torno amante da Poesia

E apenas o soneto me compraz

Nesta perfeita ocupação das horas.
*

 

 

Maria João Brito de Sousa


30.01.2009 - 23.58h

***

 

Nota - Soneto ligeiramente reformulado

Pág. 2/2

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