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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
17
Mai21

SONETO DE ALTO RISCO

Maria João Brito de Sousa

sonetos de alto risco.jpg

SONETO DE ALTO RISCO
(Em verso eneassilábico)
*

 

Trago a louca impudícia das horas
A tanger-me, em violinos traídos,
A inocência das aves canoras
Sobre arames farpados floridos.
*

Uso abismos sem fim como escoras
Dos mais altos castelos erguidos
Aos dilemas dos bagos de amoras;
Meus troféus são corsários vencidos!
*

Conquistei terra e mar aos meus medos,
Moldei estátuas com chamas de velas,
Dediquei-me a estudar os segredos
*

Dos abismos do mito em desnorte...
Encontrando maleita ou sequelas,
Proporciono, ora a cura, ora a morte!
*

 

Maria João Brito de Sousa – 26.11.2012 – 21.47h

16
Mai21

ROCURA-SE

Maria João Brito de Sousa

procura-se.jpg

PROCURA-SE
*

(Ideia, conceito, palavra)
*

Procura-se uma ideia. Uma. Isolada.
Moldada em puro barro, honesta, crua,
Mais do que apenas minha, apenas tua,
Que dê bom fruto assim que semeada
*

Inda que erre dispersa, abandonada,
Ou vagueie ao relento em qualquer rua
Disfarçada de sol quando está nua,
De lua, se de sol estiver cansada
*

E aguarda-se a palavra. Ela também
Define cada coisa e não convém
Deixar muda uma ideia procurada.
*

Humanizo a palavra. É ela quem
Conceptualizará quanto contém
A ideia que é por fim verbalizada.
*

Maria João Brito de Sousa - 26.10.2015 -16.17h
*

(Reformulado)

14
Mai21

POESIA - Brevíssimo ensaio sobre o conceito de poema

Maria João Brito de Sousa

Vincent-Van-Gogh-Starry-Night.jpg

POESIA
*
(Brevíssimo ensaio sobre o conceito de poema)
*

Brota da carne, acesa, este ilusório
Fruto do que se sabe, não sabendo
Se chega, ou não, a ter contraditório
Acerca do que pensa e vai dizendo.
*

Decerto, algo terá de meritório,
Apesar de, ao descrer do que vai crendo,
Não mais ser do que um esboço introdutório
De algo que cura ainda que doendo...
*

Poeta é mesmo assim; sente e consente
A cada poema a estranha primazia
De se afirmar poema quando é gente
*

Que entende entrar em estreita sintonia
Com o que ousar explanar e, de repente,
Renasce transmutada em poesia.
*


Maria João Brito de Sousa - 15.04.2016 - 16.08h

(Reformulado)

 

"Noite Estrelada" , Vincente Van Gogh

13
Mai21

NÃO ME PEÇAS PRA SER QUEM NÃO SOU

Maria João Brito de Sousa

Diego-Rivera-Triumph-of-the-Revolution.jpg

NÃO ME PEÇAS PRA SER QUEM NÃO SOU
*


Não me peças pra ser quem não sou,
Nem me colhas, de ramo enxertado,
Um só fruto dos frutos que dou
Sem que esteja tingido e dourado,
*

Tão maduro do sol que o dourou
Que se of`reça aos teus lábios, ousado,
Sem pôr culpas na mão que o cortou,
Nem remorsos por tê-la tentado.
*

Não me fales de sedes! Não cedo
A caprichos e sedes tão poucas;
De outra sede fecunda procedo
*

E se as sedes que trazes são loucas,
Também esta que cresce sem medo
Expressa as sedes de muitas mais bocas.
*


Maria João Brito de Sousa - 23.04.2016 - 22.09h

*

(Soneto em verso eneassilábico)

 

Imagem -"El Triunfo de la Revolución", Diego Rivera

12
Mai21

DE MUSA - OU ESTRO - SOBRE CAVALO SELVAGEM

Maria João Brito de Sousa

wild horse.jpg

DE MUSA - OU ESTRO - SOBRE CAVALO SELVAGEM
*


Pérolas eu daria, se as tivera,

A quem viesse ler-me e me escutasse,

Mas toda sou poema em desenlace

Que de lápide alguma fica à espera.
*


Serei a terra que alimenta a hera,

Ou pó que alguém sobre ela derramasse...

Que importa que a velhice me ameace

Se já tão longe estou da Primavera?
*


Porcos não tenho e pérolas, tão pouco...

Nada tenho pr`além de Musa... ou Estro

E - quem sabe? - um cavalo feito louco
*

 

Galope na vertigem que lhe empresto;

Sem saber se o acalmo ou se o provoco,

Faço o que posso pra negar-lhe amestro...
*

 

 

Maria João Brito de Sousa- 12.05.2021 - 10.04h

 

 

 

11
Mai21

PRELÚDIO(S) & DESENLACE(S)

Maria João Brito de Sousa

orquestra.png

 

PRELÚDIO(S) & DESENLACE(S)
*

- Soneto e Sonata-
*


Vê, no soneto, que, ao tecê-lo, o escando
Como se em instrumento musical
O fosse, nota a nota, exp`rimentando
Até que me soasse menos mal.
*

Outros há que em mim explodem, reboando
Qual trovão que anuncia o temporal
Que, num crescendo, vem relampejando,
Impor-me uma Sonata acidental
*

Que não sei por que surge, nem sei quando,
Mas que sei, vez por outra, ser fatal
Nascer-me do que então estiver pensando,
*

Para, a seguir, deixar-me em estado tal
Que nem eu própria sei se a estou tocando
Ou se é dela o domínio instrumental.

*


Maria João Brito de Sousa - 01.06.2016

10
Mai21

PREÇOS

Maria João Brito de Sousa

Avô na casa de Algés.gif

PREÇOS...
*

Que força tinha na ponta dos dedos!
Que firmeza e que humana lucidez
No quanto dissertou daquela vez
Em que evocou a vida e seus segredos...
*

Ah! Tudo quanto fez, fê-lo sem medos,
Nem sonhando que houvesse insensatez
Que confrontasse o tanto que então fez
E ousasse condená-lo a tais degredos.
*

Escreveu, tão só escreveu, nunca sonhou
Quanto iria custar-lhe o que criou
Ou quanto o não pensou quem deveria
*

E agora, amigos meus, nem sequer cria
Por culpa desse instante em que voou
E, depois, ao silêncio o condenou.
*


Maria João Brito de Sousa - Março, 2016
*

In A CEIA DO POETA (inédito)
*

Trabalho ligeiramente reformulado

08
Mai21

QUANDO VIERES POR MIM - Coroa de Sonetos - Maria João Brito de Sousa e Laurinda Rodrigues

Maria João Brito de Sousa

o último anjo.jpg

QUANDO VIERES POR MIM
*
Coroa de Sonetos
*

Maria João Brito de Sousa e Laurinda Rodrigues
*
1.
*


Quando vieres por mim, logo à noitinha,

Com o teu negro manto aveludado,

O teu trágico ceptro de rainha

Não me acharás tremendo ajoelhado;
*

 

Estarei escrevendo a derradeira linha

Do terceto final deste meu fado

Que mais ninguém lerá. Quem adivinha

O futuro de um verso assim negado?
*

 

- Volta num outro dia... ou mês, ou ano!

Olhar-me-ás atónita, bem sei,

Pois nada disto estava no teu plano...
*


Pressuporás que também eu sou rei

E partirás pra não causar-me dano;

Se dano houve, eu próprio o provoquei.
*

 


Maria João Brito de Sousa - 05.05.2021 - 13.12h

***

2.

"Se dano houve, eu próprio o provoquei"

morbidamente quase, quase louca...

Que sensação perversa que inventei

quando, em vez de beijar, mordi a boca.
*

E, com os lábios fechados, intentei

dizer palavras que tem eco a ôca

porque, sem ter pincel, assim pintei

as telas que da vida são já pouca.
*


Se querem ver-me apenas na roupagem

no corte de um cabelo, estilo pagem

e na curva da anca desnudada,
*


Recomendo que venham de passagem

porque eu sou vento, nunca fui aragem:

Voo sem asas seja bruxa ou fada.
*

Laurinda Rodrigues
***

3.
*

"Voo sem asas seja bruxa ou fada",

Far-te-ei levitar quando eu quiser

E quando me trespassa a tua espada,

Só por instantes me verás sofrer;
*


Terei morrido um pouco, um quase nada,

Pra noutro quase nada reviver...

Sei bem que voltarás, que é denodada

A tua força e enorme o teu poder.
*


Venci-te quatro vezes, mas sei lá

Qual de nós vence a próxima batalha...

Sei bem que não és boa nem és má,
*


Que, ao matar, não cometes uma falha,

A menos que te encontres com quem vá

Tecendo a própria Vida, malha a malha.
*

 

Maria João Brito de Sousa - 05.05.2021 - 15.50h
***

4.
*

"Tecendo a própria Vida, malha a malha"

é o que fazemos todos, distraídos...

Às vezes, serenidade é que nos falha

para saudar a morte, divertidos.
*


Tratam a morte como fora tralha

porque acabou o gozo dos sentidos;

mas afinal o corpo é que atrapalha:

o corpo é o centro dos gemidos.
*

 

Glorifiquemos, pois, a nossa alma

que tem, em si, potencial da calma

que atravessou o medo de morrer...
*


Não tratemos o medo como um trauma!

Olha a linha da vida em tua palma

e vais contar os anos para viver!
*


Laurinda Rodrigues
***
5.
*

"E vais contar os anos pra viver(!)"

Embora esteja, a minha, retalhada

E tão sumida que a mal posso ver,

Se bem que já não veja quase nada...
*


Só nestes dedos meus posso inda crer

Já que, encontrando a tecla procurada,

Vão imprimindo o verso que nascer

Da minha mente sempre apaixonada
*


Por palavra plasmada numa ideia

Cuja sonoridade ecoe em mim,

Depois... de novo a chama me incendeia
*


E tudo ocorre exactamente assim;

Qual borboleta em torno de candeia,

Vou viver deslumbrada até ao fim!
*


Maria João Brito de Sousa - 05.05.2021 - 20.53h

***

6.
*

"Vou viver deslumbrada até ao fim":

O caminho é tão belo, que antevejo

reencontrar, bem perto de mim,

aqueles a quem quisera dar um beijo.
*


E, numa dança nua, sem que o pejo

venha repudiar-me ser assim,

eu, a deslumbrada, só desejo

ter o perfume doce de um jasmim.
*


E, perfumada a flor, mesmo distante,

irão reconhecer-me nesse instante

porque a morte não mata a identidade.
*

 

Medo? Afinal, é medo de um mutante

que percorreu a vida como errante

sem saber até hoje O QUE É VERDADE.
*

Laurinda Rodrigues
***

7.
*

"Sem saber até hoje o que é VERDADE"

Vivemos todos nós, ó morte certa;

É, na verdade, eterna a descoberta

Desta nossa infinita insaciedade.
*


Quanto mais se procura mais se evade

Por uma porta que está sempre aberta;

Tentar segui-la é viver sempre alerta

E conquistá-la é dar-lhe liberdade.
*


Morta, a identidade é transmutada

No bolo alimentar da própria vida;

Só a memória fica, ou não, plasmada
*


Nos que vão adiando essa partida

Pró reino da matéria inanimada

Que, tarde ou cedo, é coisa garantida.
*

 

Maria João Brito de Sousa - 06.05.2021 - 11.02h

***

8.
*

"Que, tarde ou cedo, é coisa garantida"

pois, antes de nascer, quem perguntou

se eu queria ser um Ser no seio da vida

com forma do humano que é que sou!
*


Terei sido uma forma consentida

que qualquer outro Ser encomendou

e, de repente, viu-se de partida

para um ventre materno que o gerou?
*


Quero saber! Exijo que alguém diga:

tenho direitos que este mundo obriga

e o pensamento apenas não me basta!
*


Ouço uma voz, sem nexo, que desliga

entre ser uma águia ou ser formiga

como um` alma imortal que, em terra, pasta.
*

Laurinda Rodrigues
***

9.
*

"Como um` alma imortal que, em terra, pasta"?

Se é essa a tua busca, já foi minha

Quando era tão, mas tão pequenininha

Que mal recordo a minha imagem gasta...
*

 

Era uma cria humana, ingénua e casta

Filosofando como quem gatinha;

Não perguntava, lia! Quem detinha

Uma mente a quem nunca a crença basta?
*


Bem cedo o descobri; tudo é mudança!

Tudo é passagem, transitoriedade,

E apesar de ser uma criança
*


Abracei logo a relatividade,

Na evolução pus toda a confiança

E entendi que há um fim prá identidade.
*

 

Maria João Brito de Sousa - 06.05.2021 - 13.17h
***

10.
*

"E entendi que há um fim prá identidade"...

Mas que fim? que razão? onde a encontraste?

É só por seres diferente da unidade

que, em tantos outros tempos, reclamaste?
*


Olhando os demais seres que já olhaste

e aceitando a reciprocidade,

em que parte de ti tu validaste

que és um Ser diferente na verdade?
*


Pergunto tantas vezes o que somos

De onde viemos e porque nos impomos

o ver nos outros o que somos nós,
*


Que já nem sei se só seremos gnomos

ou, pior!, seremos tão só momos

de extra-terrestres com a nossa voz.
*

Laurinda Rodrigues
***
11.
*

"De extra-terrestres com a nossa voz",

Talvez irmãos da Fada-dos-Dentinhos,

Primos do Quebra-Nozes que, sem noz,

Desistiu de dançar pr` assaltar ninhos...
*

 

Podemos até crer em rios sem foz,

No Lobo Mau e até nos três porquinhos,

Mas eu prefiro crer que somos nós

Feitos de nervo e carne sobre ossinhos.
*


Nunca te impus aquilo que aprendi;

Crerás em quanto entendas poder crer

E eu crerei naquilo que escolhi.
*


Extra-terreste? Não, não posso ser!

Foi no planeta Terra que nasci,

Sou, portanto, terrestre até morrer.
*

 

Maria João Brito de Sousa - 06.05.2021 - 20.38h
***

12.
*

"Sou, portanto, terrestre até morrer"

mas sempre interligada com o luar

que me inspirou a Musa acontecer

sem que deixe de amar a luz solar.
*


Não faço caminhadas a correr

porque o meu corpo desistiu de andar:

estou aqui a cantar e a escrever

até deslumbramento terminar.
*

E, então, deixo invadir serenidade

no espaço do vazio dessa verdade

de ter amado tanto e ser amada...
*


Não tenho nem desejo, nem saudade:

sou toda uma expressão da eternidade

que, depois de se abrir, ficou calada.
*

Laurinda Rodrigues
***

13.
*


"Que, depois de se abrir, ficou calada"

Porque a morte é silêncio e paz imensa,

Mas, quando viva, deixaste pegada,

Como outro qualquer ser que sente e pensa
*

 

E nada disto é coisa imaginada

Que essa pegada é muito mais intensa

Do que o vôo ideal de qualquer fada

E nem o Tempo a torna menos densa...
*

 

Vês as marcas do Tempo no teu rosto?

Tal como a ti os anos te moldaram,

Também moldaste tu. Foi-te isso imposto.
*

 

Sem que o sonhasses, teus rastos ficaram;

Perduram, na alegria e no desgosto,

Os traços que os teu pés e mãos gravaram.
*

 


Maria João Brito de Sousa - 06.05.2021 - 22.32h
***


14.
*

"Os traços que os teus pés e mãos gravaram"

no chão imaginário da poesia,

mesmo depois de Ti no chão ficaram

porque de Ti ficou toda a energia.
*


Uma energia que os dias não contaram

porque não tem relógio a fantasia

nem há tempo para os traços que traçaram

a rede mágica, que ficou vazia.
*


Não há rosto com rugas no Outro Eu

que te acompanha como fosse céu

onde uma lua enorme se avizinha...
*

 

Olhas para mim? Para este corpo meu?

Achas que alguma coisa se perdeu

"quando vieres por mim, logo à noitinha"?
*


Laurinda Rodrigues
***

 

Trabalho em  pré-edição 

Reservados os direitos autorais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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