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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
31
Ago20

A AGUARDAR INSTRUÇÕES MÉDICAS

Maria João Brito de Sousa

Eu, no quintal do Dafundo.jpg

 

Queridos amigos e camaradas,

Agradeço do fundo do coração as vossas palavras de ânimo e conforto. Não estou melhor mas, depois de compensada a insuficiência cardíaca, deram-me alta por volta da meia-noite de ontem.

Enviei agora email ao meu médico de família e estou a aguardar resposta, pois alguns exames de sangue terão de ser repetidos amanhã sem falta.

Peço desculpa, mas não me sinto nada bem e é-me completamente impossível agradecer- vos mais personalizadamente.

Um abraço do tamanho do mundo!  

Maria João

30
Ago20

ATÉ SEMPRE!

Maria João Brito de Sousa

WIN_20200719_00_03_13_Pro.jpg

Queridos amigos e camaradas,


Estou há cerca de duas semanas em tratamento antibioterápico oral para uma infecção grave na perna direita. A situação tem-se vindo a agravar progressivamente, sendo que, ontem à noite, a perna direita apareceu também infectada.

Dentro de cerca de duas horas seguirei para o hospital onde sei que ficarei internada, dada a gravidade da infecção e saber que a alternativa à medicação em curso é apenas uma; antibioterapia endovenosa e vigilância apertada dos parâmetros obtidos por análise de sangue, bem como das extensas lesões.

Espero voltar viva e ainda com as duas pernas, mas não sei por quanto tempo terei de permanecer internada.

Para todos vós, um forte e já saudoso ABRAÇO!

Maria João Brito de Sousa - 30.08.2020

 

PS - O Blog manter-se-á aberto à leitura.

 

 

27
Ago20

VELHOS GIGANTES

Maria João Brito de Sousa

velhos gicantes.jpg

Imagem retirada daqui

 

 VELHOS GIGANTES
*


Mastigam-se os minutos devagar

Saboreando o travo dos instantes...

Já nada sabe ao que sabia dantes,

Foi-se-nos subvertendo o paladar,

*

Mas muito mais há pra saborear;

Significados e significantes

Tornam-se cada vez mais importantes

E cada vez nos dão mais que pensar.
*

A dúvida, essa mestra milenar,

Transmuta-nos, de velhos, em gigantes

E só a morte poderá frear
*

Esses questionamentos militantes

Que de nós continuam a brotar

Mais sábios, mais fecundos, mais constantes.
*


Maria João Brito de Sousa - 27.08.2020 - 13.59h

 

 

26
Ago20

ANTIGOS MEDOS

Maria João Brito de Sousa

valquiria-medo.jpg

Imagem retirada daqui

 

 ANTIGOS MEDOS
*

(Soneto em verso alexandrino)
*


Trágico era esse medo, esse terror imenso

De nevoeiro denso abrindo manhã cedo

As portas ao segredo, à ausência de bom-senso,

Pairando tenso, tenso ali, como arvoredo,
*

 

Silente como um credo e em tudo o mais pretenso...

Terá, segundo penso, arestas de rochedo

E avança qual degredo ousado, amargo, intenso,

Até ficar suspenso e apontando o dedo
*

 

Àquele que ficou quedo, aprisionado em si.

Tudo isto, em tempos, vi, tudo isto presenciei,

Tudo isto analisei até que percebi
*

 

Não ser o que escolhi. Só desta forma sei

Quão bem me preparei para o que afirmo aqui;

Se então sobrevivi, mais sobreviverei.
*

 

Maria João Brito de Sousa - 26.08.2020 - 14.20h

 

 

23
Ago20

É POR AQUI QUE VOU, É POR AQUI!

Maria João Brito de Sousa

Gestação Floral - 1999 (fotografado por Vítor M

 

 

É POR AQUI QUE VOU, É POR AQUI!
*

 

"Talvez tenha esquecido de ser eu"

Num tempo que faz tempo que passou,

Mas toda a minha vida renasceu

E sou inda mais Eu do que o que sou.
*

 


Percorro, hoje, um caminho que é mais meu,

Mas nem uma pegada se apagou

No caminho que essoutra percorreu

E pelo qual, em tempos, ela optou.
*

 

Sei muito bem por que é que aconteceu,

Mas sei, inda melhor, por que acabou;

Conheço cada passo que ela deu,
*

 

Conheço cada sonho que sonhou,

Conheço tudo quanto ela perdeu

E guardo em mim o muito que ganhou!


*

 

 

Maria João Brito de Sousa - 23.08.2020 - 12.00h


Soneto construído a partir do último verso do soneto "TALVEZ" de MEA.

22
Ago20

SONHO INACABADO II

Maria João Brito de Sousa

DICTOMIA - MJBS, 2003.jpeg

 

*

 

SONHO INACABADO II


*


Onde o sonho termina, acaba a vida,

A comunicação, o rasto humano,

Que a nossa vida é sonho, inda que insano

Procure a coisa apenas pressentida.
*

 

Plo sonho é que uma estrada é percorrida,

Plo sonho se ultrapassa o desengano

E ainda que alguns sonhos causem dano,

Outros nos curam toda e qualquer f`rida.
*

 

Abençoado sonho, abençoado!

Ainda que inconstante, imprevisível,

Brota constantemente inacabado,
*

 

Abre-nos portas para o invisível

E aponta o rumo mais inesperado

Pois, para o sonho, nada é impossível!
*

 

 

Maria João Brito de Sousa - 22.08.2020 - 12.28h

 

 

20
Ago20

"SONHO INACABADO"

Maria João Brito de Sousa

Eu com a Maria Rosa ao colo (boneca).jpeg

SONHO INACABADO
*


"Mas não serei o sonho inacabado"

Nem serei quem do sonho se perdeu

Ou se esqueceu que o que antes foi sonhado

Passou a ser real... e não morreu,
*

Foi em realidade transformado,

Ganhou forma num corpo apenas seu

Aquilo que era apenas ideado

E que a abstracção um dia transcendeu.
*

Meus sonhos de justiça e de igualdade

Tornar-se-ão depois realidade,

Num futuro em que não estarei presente.
*

Inacabado sonho, é bem verdade...

Mas basta-me este crer, esta vontade

De chegar, pelo sonho, a tanta gente!
*


Maria João Brito de Sousa - 20.08.2020 - 14.27h

*

Soneto construído a partir do último verso do soneto "NUM ENTARDECER BRANDO E RESIGNADO" de MEA.

 

 

13
Ago20

AZUIS

Maria João Brito de Sousa

VOAM AS POMBAS.jpg

AZUIS
*


Quando a manhã nos nasce abençoada,

Plasmada neste azul reconfortante,

Faz-nos sentir nos braços de um amante

Que nos veio abraçar de madrugada
*

Se deste tanto não levamos nada

Que do nada renasça a cada instante

Este azul luminoso e radiante

Quase irreal, quase coisa ideada...
*

Mas faltam-me palavras. Mais não tenho

Do que isto que me incita a só sentir,

Calando o azul profundo em que me embrenho
*

E que não sei nem quero descobrir

Porque em azuis me elevo e me despenho

Até que o queira ou possa desmentir.
*

 

Maria João Brito de Sousa - 13.08.2020 - 14.14h

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