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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
29
Dez18

BALANÇO PESSOAL - 2018

Maria João Brito de Sousa

balanço 2018.jpg

BALANÇO PESSOAL – 2018

*



Imoderadamente louca sou

Neste instante em que escrevo por escrever

A ideia, a memória, o que vier

Das lavras que este anseio em mim plantou.

*



Depois, paro e descubro o que ficou,

Dentre o que não ficou por se dizer

Do tanto que esse anseio pede e quer,

Mas já este soneto se acabou...

*



Assim passaram dias, meses, anos,

Auscultando o porvir sem fazer planos,

Apenas dando vida à poesia,

*



Tentando não causar-lhe grandes danos,

Apesar dos limites muito humanos

Que sempre assumi ter quando escrevia.



*



Maria João Brito de Sousa – 29.12.2018 -10.58h





28
Dez18

DA CONTEMPORANEIDADE DO SONETO

Maria João Brito de Sousa

DA CONTEMPORANEIDADE DO SONETO.jpg



DA CONTEMPORANEIDADE DO SONETO

*



Expande-se a poesia e congemina,

Para além de conceitos desgastados,

Conceitos livres, novos, enquadrados

Numa visão mais ampla e genuína

*



Que não quer dominar, nem se domina,

Se exige que fiquemos acordados

Perante os muito dúbios resultados

De quem pensa ensinar mas pouco ensina.

*



Abre, o soneto, portas e portões,

Insinua-se e explode em reflexões

Pr`além do descritivo e narrativo,

*



Ousando as suas próprias deduções,

Indo além da aparência, entre ilusões,

Num gesto sempre humano e criativo.

*





Maria João Brito de Sousa – 28.12.2018 – 11.50h

 

 

 

Imagem meramente ilustrativa, retirada daqui

26
Dez18

FRUTOS DE POMAR

Maria João Brito de Sousa

fruit-christmas-tree13-265x260.jpg

FRUTOS DE POMAR

*



Reparte-se a laranja. Gomo a gomo,

Vai-se distribuindo a polpa doce...

Quem do fruto não goste, que não troce;

Depressa se lhe of`rece um novo pomo

*



Talvez uma maçã que colho e como,

Tal qual essa maçã nada mais fosse,

Que uma segunda opção que toma posse

E que, à primeira, num segundo somo.

*



Há frutos de sobejo no pomar

De todos os que os saibam partilhar

E dessa oferta nunca me envergonho.

*



Maçãs, laranjas, peras, tangerinas,

Uvas, melões, romãs e mandarinas,

Sempre a brotar de quem desenha um sonho.

*



Maria João Brito de Sousa – 26.12.2016 – 12.48h

*



À Olívia. A todos os Desenhadores de Sonhos.

 

Imagem colhida daqui

 

22
Dez18

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO

Maria João Brito de Sousa

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO

*

 

Feliz Natal seja para quem for,

Conquanto haja trabalho e tecto e pão,

Que sempre a nossa humana condição

Pediu trabalho e pão, pr`além de amor

*

 

E, já agora, que não haja dor

No corpo em que nos pulsa o coração,

Nem medo que nos tolha, nem nevão

Que nos prive de um pouco de calor.

*

 

Sejam felizes, que, apesar de tudo,

O mundo ainda gira e não está mudo,

Por muito que confuso ande este povo

*

 

E por mais que de forma desigual

Se distribuam pão e capital,

Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

 

*

 

Maria João Brito de Sousa – 22.12.2018 – 17.16h

*

natal-velas-wallpaper.jpg

 

 

Maria João Brito de Sousa – 22.12.2018 – 17.16h

21
Dez18

"IC ET NUNC"

Maria João Brito de Sousa

IC ET NUNC.jpg

“IC ET NUNC”

(Aqui e Agora)

*

“Ic et nunc” irão nascendo crias

Que o futuro está sempre por nascer,

E nunca parará de acontecer

Enquanto for Natal todos os dias.

*



“Ic et nunc” soarão, nas melodias,

Novas razões para as desconhecer,

Se não houver quem possa conceber

A razão pra visões bem mais tardias.

*



“Ic et nunc” tudo flui constantemente

Num ritmo encadeado e natural,

Nunca culpado, jamais inocente,

*



De ter-nos feito bem, ou feito mal;

“Ic et nunc” este instante é o presente

E todo o que nasceu teve um Natal.

*

 

 



Maria João Brito de Sousa – 21.12.2018 -14.17h

 

 

 

Imagem retirada daqui

20
Dez18

VENTO EXPRESSIONISTA

Maria João Brito de Sousa

VENTO EXPRESSIONISTA.jpg

VENTO EXPRESSIONISTA

*



O vento, que soprava em rabanadas,

Passou por mim, prendeu-me nos seus braços

E deixou-me suspensa nos espaços,

Sem chão, nem asas, ou de asas cortadas.

*



É louco o vento! Loucas as nortadas

Que me deixam assim, feita em pedaços,

De sopro em sopro e dispersada em traços

Como se fosse a soma de alguns nadas...

*



Desfez-me toda, o vento, e no entanto,

Se o seu sopro se acalma e se detém,

Volto a ficar inteira, por encanto.

*



Cada traço disperso volta sem

Errar caminho e recontrói-se o tanto

Que eu sou, que traço a traço me contém.

*





Maria João Brito de Sousa – 20.12.2018 – 15.59h

 

 

Desenho de JULIO retirado daqui

19
Dez18

VAI DIZER AOS AMIGOS QUE NÃO PARTO!

Maria João Brito de Sousa

Vai dizer aos amigos que não parto.jpg

VAI DIZER AOS AMIGOS QUE NÃO PARTO!



*



Vai dizer aos amigos que não parto!

Não parto enquanto o céu relampejar

E as nuvens não pararem de ensombrar

Este meu velho, amado e escuro quarto.

*



Hoje não parto, não, que não me farto

De ler, nem de escrever e procurar

A verdade que houver no que encontrar

E até no que desdenho e que descarto.

*



Qualquer dia, talvez... eu sei lá quando!

Por enquanto, esta febre de estar viva

Vai-se-me acrescentando em fogo brando

*



E é-me cada vez mais apelativa;

Vai! Diz-lhes que fiquei! Fui mergulhando

Mas, de momento, estou do cais cativa.

*





Maria João Brito de Sousa – 19.12.2018 – 12.53h

 

Fonte da imagem





18
Dez18

COM O APLAUSO DOS CEGOS E CONFUSOS

Maria João Brito de Sousa

COM O APLAUSO DOS CEGOS.jpg

COM O APLAUSO DOS CEGOS E CONFUSOS

*



Eu pouco ou nada entendo de alquimia

E não busco um Graal que de ouro seja;

Busco a verdade, ainda que ela esteja

Escondida por detrás da assimetria,

*



E indistinguível, que a polissemia

Já tratou de evitar que alguém a veja...

A essa, busco-a sempre e não fraqueja

A esperança de encontrá-la um qualquer dia.

*



Terceira Grande Guerra – A dos conceitos;

“Alea jacta est”! E, sorridentes,

Os fascistas, expondo os seus defeitos,

*



Usurpam a palavra aos resistentes

E, sem saber-se como, são eleitos

Por quem vão dizimando; os inocentes.

*





Maria João Brito de Sousa – 18.12.2018 – 13.35h

 

 

Imagem retirada daqui







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