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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) , autora no Portal CEN, e membro da Associação Desenhando Sonhos, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
04
Nov18

SESSENTA E SEIS

Maria João Brito de Sousa

digitalizar0004.jpg

 

SESSENTA E SEIS

*





Faz anos que nasci. Mil novecentos

e, ao fim do quinquagésimo segundo,

quis o destino que eu viesse ao mundo

sem que a sorte travasse os seus intentos.

*



Corriam tempos negros e cinzentos,

dias de um medo líquido e profundo

mas, para mim, o tempo era fecundo;

Desconhecia ainda os seus tormentos.

*



Sessenta e seis já conto, conquistados

sobre um fio de navalha, à poesia...

Reconto os versos, muito bem contados;

*



São sempre menos do que eu quereria

poder somar aos dias já passados

quando não mais puder cantar, um dia...

*

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 04.11.2018 – 13.28h

 

03
Nov18

À REVELIA DA MUSA...

Maria João Brito de Sousa

AREVELIA DA MUSA 2.jpg

 

À REVELIA DA MUSA

*



Se um verso meu veicula o que abomino,

ou não se expressa muito claramente,

nunca o que escrevo será transparente

no contexto do texto a que o confino.

*



Não se adequa aquilo a que o destino,

enquanto verso, é pouco eficiente

e pode parecer-vos imprudente

gesto insolente, ou simples desatino...

*



Peço desculpa. Escrevo à revelia

da velha musa, ausente em parte incerta;

Tudo quanto deixou foi rebeldia

*



E a fresta da janela, entreaberta,

por onde se escapou toda a poesia

que quis segui-la, mal se viu liberta.



*



Maria João Brito de Sousa – 03.11.2018 – 16.06h






Imagem retirada daqui

 

01
Nov18

A HORA DO LOBO

Maria João Brito de Sousa

A HORA DO LOBO.jpg

 

A HORA DO LOBO

*





Sou um predador, mediano em tamanho,

que aguarda um rebanho, com ou sem pastor,

porque sei de cor que nada mais tenho

senão, desde antanho, estratégia e vigor.

*



Sim, sou caçador. Sei que acharão estranho,

mas como me amanho se um dia o não for?

Não espero um louvor, que a aplausos desdenho;

Não venho ao que venho por ócio ou favor!

*



Venho pela vida da minha alcateia

que não tem mais ceia do que a garantida

por rês que em corrida foge ao que receia;

*



A fuga a norteia, nunca a acometida...

A história é sabida, mas esta odisseia

só raivas granjeia, se incompreendida.

*

 



Maria João Brito de Sousa – 01.11.2018 – 13.05h



A Jiang Rong

Aos pastores da Mongólia

Aos lobos

 

Pág. 3/3

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