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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
08
Mar17

TODAS AS MINHAS RAIVAS E TRISTEZAS...

Maria João Brito de Sousa

naufragio seco II.jpg

 

Todas as minhas raivas e tristezas

E todas as angústias, todas elas,

Me vêm da dif`rença entre as grandezas

Engendradas por homens, não por estrelas!

 

Nem de astros, nem de ocultas naturezas,

Me surgem, com razão, razões pr`a tê-las,

Pois sendo humanas todas as fraquezas,

Também humanas são as causas delas...

 

Burocracias, desencontro, atraso,

Não saber ver-se um caso em cada caso

E as mil e uma falhas do sistema,

 

Vão-me deixando assim, fora de prazo;

Ribeira sêca em cujo leito raso

Naufraga, verso a verso, o meu poema...

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 08.03.2017 - 14.10h

 

07
Mar17

CELEBRANDO O SEGUNDO ANIVERSÁRIO DA ACADEMIA VIRTUAL DE LETRAS

Maria João Brito de Sousa

MADONA DO SILENCIO, DÉBora ARANGO.jpg

 

APOGEU POÉTICO FESTIVO



Patrono: Florbela Espanca

Académica: Maria João Brito de Sousa

Cadeira: 06



NASCE E CRESCE, POESIA!





Perguntas por que escrevo. Eu sei-o lá?!

Mais forte do que eu própria, mais teimosa,

Floresço na Poesia, mais que em prosa,

E torno-me um dos frutos que ela dá...



De mim mesma, ou da vida, me virá,

Impondo-se-me, forte, imperiosa,

Mesmo quando sem esp`rança e desgostosa

Me arrasto pela vida ao Deus-dará;



Afastem-na de mim, que logo morro,

Pois será sempre a ela que recorro

Nas mais doridas horas da amargura



E sempre que sobre ela assim discorro,

Bem mais procuro, além do seu socorro,

Que a própria Vida nasça da procura...



Maria João Brito de Sousa - 07.03.3017 - 10.29h

 

IMAGEM - "Madona do Silêncio", Debora Arango

 

03
Mar17

GLOSANDO TEIXEIRA DE PASCOAES

Maria João Brito de Sousa

TEIXEIRA DE PASCOAES POR COLUMBANO B. PINHEIRO

 

 

TRISTÊZA

 

O sol do outomno, as folhas a cair,
A minha voz baixinho soluçando,
Os meus olhos, em lagrimas, beijando
A terra, e o meu espirito a sorrir...

Eis como a minha vida vae passando
Em frente ao seu Phantasma... E fico a ouvir
Silencios da minh'alma e o resurgir
De mortos que me fôram sepultando...

E fico mudo, extatico, parado
E quasi sem sentidos, mergulhado
Na minha viva e funda intimidade...

Só a longinqua estrela em mim actua...
Sou rocha harmoniosa á luz da lua,
Petreficada esphinge de saudade...

Teixeira de Pascoaes, in 'Elegias'

 

 

(Foi respeitada a grafia original)

 

***************************

 

ROTA

 

 


"O sol do outomno, as folhas a cair"

Dos ramos açoitados, baloiçando,

Porque o vento implacável vai soprando

E antecipando o frio que irei sentir,

 

"Eis como a minha vida vae passando"

E como, apesar disso, hei-de cumprir,

Enquanto esta vontade o consentir,

Os dias que essa vida me for dando...

 

"E fico mudo, extatico, parado"

À espera, sem saber se é já chegado

O instante derradeiro, o da partida;

 

"Só a longínqua estrela em mim actua",

Iluminando a Barca que flutua

Ao sabor das marés da minha vida...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 01.03.2017 -12.58h

 

Retrato de Teixeira de Pascoaes, Columbano Bordalo Pinheiro

 

Pág. 2/2

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