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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
25
Dez15

RAZÕES PARA TODAS AS MÃOS DESTE MUNDO - Sonetilho imperfeito

Maria João Brito de Sousa

O mundo, sem ter razão,

Tem tanta que eu já pensei

Render-me à contradição

Deste mundo em que ela é lei.

 

Faltou-me a razão, porém,

A tão estranhas intenções

E às razões que o mundo tem

Só oponho estas razões;

 

Ao nascer de cada dia

Opõe-se o gesto contrário

Que quebra a monotonia

 

E passa o pão que se cria

Das mãos do Poeta-Operário

Pr´ás mãos que alguém lhe estendia

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 29.09.2011 - 11.30h

 

 

 

NA FOTOGRAFIA - Manuel Ribeiro de Pavia, 1956

12
Dez15

UM SONETO PARA FLORBELA

Maria João Brito de Sousa

F[1].E. Biblioteca 001.jpg

 

A ti que mais não podes pois te pesa

Um não sei quê, que nunca me pesou

E, quão mais livre, mais te sentes presa

A tudo quanto, a mim, me libertou,

 

Mas que, da poesia, és chama acesa

Que em tantos anos nunca se apagou,

A ti, mão criadora da beleza

Que em teus sonetos se manifestou,

 

Que consegues chorar como quem reza

Pois vais rezando como quem chorou

Cada palavra que é servida à mesa

 

Do verso heróico que te consagrou;

Quem, de pura amargura e de incerteza,

Te fez morrer... mas nunca te matou?

 

 

Maria João Brito de Sousa - 12.12.2015 -12.33h

 

IMAGEM - Fotografia de Florbela Espanca retirada do Google

 

 

05
Dez15

A SINTAXE DO ADRO...

Maria João Brito de Sousa

img_225310750_1440355861_abig.jpg

 

 

TRAGICOMÉDIA, NUM ÚNICO SONETO EM DECASSÍLABO HERÓICO

(...infelizmente muito real...)

 

 

Agora é que começa o vislumbrado

Do acto derradeiro, a apoteose

Que culmina no mais que anunciado

Momento de curvar-me em grata pose,

 

Na mira de alcançar a parca dose

Dessoutro bem maior que, a chão firmado,

Permitirá que suba... desde que ouse

Negar, da Língua-mãe, génio e legado...

 

- "E qual das variáveis negarás?",

Indaga-me um leitor, já sonolento...

- "A todas achincalham! Tanto faz

 

Que a uma ou outra escolha! Ah, desalento,

Que assim me matas, pois não tentarás

Quem da língua (bem) escrita herdou sustento!!!"

 

 

Maria João Brito de Sousa - 05.12.2015 -14.23h

 

 

PS - Não li o "famoso" romance, nem vi o filme. Nunca.

 

 

01
Dez15

PROJECTO PARA UM IMPROVISO FIGURATIVO

Maria João Brito de Sousa

Puberdade.jpg

 

 

(Soneto em decassílabo heróico)

 

Reajo ao dia certo, ao tempo exacto,

Ao ângulo perfeito, à luz correcta,

Ao chispar da fagulha no contacto

Entre o círculo, o ponto, a linha recta,

 

E a tela que consinta o estranho facto,

Tornando-se mais útil, mais concreta,

De deixar-se impregnar do som, do tacto,

Do que a mão me alcançar, sem rumo ou meta...

 

Nesse processo, nunca me apaixono

Por traços que não exprimam, claramente,

Pessoas como eu sou, sem fama ou dono...

 

Nem sempre lá estarei, mas será gente

Quem exponho numa tela em que abandono

Quanto, em me urgindo a chama, a mão consente...

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 01.12.2014 – 20.01h

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