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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
16
Jun15

MÃE - Soneto bordado a palavras de linho sobre cetim

Maria João Brito de Sousa

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(Em decassílabo heróico)

 

Nestes versos que engomo a ferro quente,
sem uma ruga que ensombre, no fim,
este lembrar-te quando, estando ausente,
te não recordas nem sequer de mim,

 

Neste auscultar-te como se presente
te mantivesse, eternizando assim,
doce, a memória, quando é tão dif`rente
de ver-te viva, bordar-te em cetim,

 

Neste dizer "talvez", nada sabendo
- suave inocência dos momentos tristes -,
nesta ilusão que sei, mas nunca entendo,

 

Te afirmo que, apesar de tudo, existes
nestas palavras em que aqui te prendo
e na certeza de que, em mim, persistes...

 

 

Maria João Brito de Sousa – 03.05.2015- 02.48h

05
Jun15

ESTE MEU MAR II

Maria João Brito de Sousa

dsc06097.jpg

 

(Soneto em decassílabo heróico)

 

Ó vagas do meu mar, loucas marés
que ao longo de uma vida me perderam,
ó jangadas de espuma, ó vãs galés
de uns sonhos que em poema aconteceram,

 

Não sei se ainda estou sobre os meus pés
se vos evoco e lembro que estiveram
ao leme desta barca, ou no convés
de um sonho que bem poucos conheceram

 

Mas, livre ou brutalmente aprisionada,
o amanhã que o diga. Eu calo agora
por hoje, ou para sempre, a voz magoada

 

Que me comanda a vida a toda a hora
e a cada instante insiste em ser cantada,
mesmo quando empurrada borda fora...

 

 

Maria João Brito de Sousa – 05.06.1015 -16.16h

 

Imagem retirada do Google

 

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