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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
20
Fev15

SONETO SEM SAÍDA

Maria João Brito de Sousa

0-beco-do-hospital-da-mrinha.jpg

 

(Em decassílabo heróico)

 

Há sempre um beco escuro e sem saída

Na estrada em que esta vida se percorre,

Um espaço onde mais nada se descobre

E aonde, finalmente, é revivida

 

Essa que, então, foi sendo percorrida,

Mas que, em chegando ali, onde não sobre

Nem sombra desse mais que nos socorre

Antes de a descobrirmos tão traída

 

Que mais nenhum poema nos ocorre

Pois, diante de nós, tudo é tão pobre

E tão dura a parcela percorrida

 

Que sabemos, então; “Nada é mais nobre

Do que acabarmos já, sem que nos dobre

Ninguém, nem coisa alguma, a própria vida...”

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 20.02.2015 – 13.24h

 

Imagem retirada do Google

 

 

 

 

08
Fev15

PAPOILA

Maria João Brito de Sousa

images (19).jpg

 

(Soneto em decassílabo heróico)

 

Julgaste-a vulnerável e dolente,

Peça de ouro da lei que outro engendrou,

Mas, tempr`ada desse aço que a moldou,

Mostrou-se, afinal, firme e persistente,

 

Negando, em cada gesto prepotente

Que a escória disfarçada preparou,

A graça de of`recer-lhe o que sobrou

Do tanto que, na cor, se afirma gente...

 

Se de pedra se assume, embora flor,

A escopro há-de gravar seja o que for,

Que a haste em que subiu sabe o que quer

 

E exalta-se, insubmissa, em rubra cor

Pr`afirmar que, de si, só colhe amor

Quem na flor respeitar fraga e mulher...

 

 

Maria João Brito de Sousa – 05.02.2015 – 14.07h

 

 

 

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