Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) , autora no Portal CEN, e membro da Associação Desenhando Sonhos, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores.
...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Ressoam mil palavras que iluminam Silêncios das janelas apagadas Que vão mostrando, ainda que caladas, O tanto que as vidraças nos ensinam
E, sempre que as janelas nos dominam, Ficam, dentro de nós, perpetuadas, Palavras – tantas mil! - das que, adiadas, Não puderam ser ditas, mas fascinam
Como coisas antigas, revividas, Que, assim que vislumbradas, decididas, Repetem, sem falhar; - Nós ficaremos!
Janelas, quais palavras repetidas, Que doem, mas jamais serão traídas, Abertas sobre quem não mais veremos...
Maria João Brito de Sousa – 15.11.2014 – 23.22h
Ao meu camarada e amigo Zé Casanova. Até sempre, Zé!
Venho trazer-te oitavas de laranja, Dizer-te boa noite e bom descanso, Desejar-te, sincera, um sono manso Enquanto aqui vou estando a pão e canja...
Hoje venho deixar-te o verbo em franja Na fronte de um poema onde eu balanço E oferecer-te, nisto, o mais que alcanço, Porque além deste “mais”, nada se arranja...
Para ti escrevo agora, só sentindo, Adivinhando, quase, ou permitindo A mutação do gesto em sombra alada
Que faço esvoaçar, reconstruindo Palavras que disseste e fui fruindo Até darem laranjas, camarada...