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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
27
Fev14

HOLOGRAMA

Maria João Brito de Sousa

 

(Soneto “de coda” em decassílabo heróico)

 

 

Conserto o desconcerto, acerto o passo,

Pinto, esculpindo o verso que me ocorre.

As coisas que aqui faço, ou que não faço,

Vão transcendendo a carne que me cobre…

 

Mas, se à própria razão retiro o braço

Se o gesto me preguiça, a mão não corre,

Se, já rendida à dor, verga ao cansaço,

Perco o rumo à razão que me socorre.

 

Que me não faltes, mão dos gestos leves,

Que esculpes, que constróis, que remodelas,

Que, sem hesitações, aqui te atreves

 

A dissecar miséria e coisas belas

E a arder nos mil pavios do que não deves,

Porque há quem vá negar-te a luz das velas,

 

Quem queira dar-te fama e voz, tão breves

Que ocultem o sentido ao barro, às telas,

Para honrar com néons quanto nem escreves!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 09.02.2014 – 17.07h

 

 

Imagem - "Genesis" - Jacob Epstein

11
Fev14

REVOLUÇÃO!

Maria João Brito de Sousa

(Em decassílabo heróico)

 

Se sofro, o que me importa, a mim, sofrer

Enquanto tantos mil, sofrendo mais,

Transformam cada grito, dos que eu der,

Num gemido que abafa outros iguais?

 

Se morro, o que me importa, a mim, dizer

Que a morte me chegou cedo demais,

Enquanto mil houver que irão morrer

De frio, de fome e falta de hospitais?

 

Mas uma coisa sei; morro de pé!

Ninguém ficará surdo à voz de um só

Quando ela em mil projecta aquilo que é

 

E, na corda impotente, o sujo nó,

Rebenta de repente, explode a fé

E outro Golias cai mordendo o pó!

 

 

Maria João Brito de Sousa – 11.02.2014 – 12,49h

 

 

IMAGEM - O Quarto Estado - Pelizza da Volpedo

08
Fev14

ESBOÇO CRIATIVO

Maria João Brito de Sousa

 

(Em decassílabo heróico)

 

 

… e neste fim de Tejo em que me vivo,

Onde, entre verbo e dor, sei ser feliz,

Hei-de ser sempre o fruto do que fiz,

Do muito que senti, do que me privo

 

Se teimo em rejeitar, quando me esquivo,

A verso que não venha da matriz

Ou negue exactamente quanto eu quis

Por não ser mais que um frágil lenitivo

 

E atendo ao que jamais será cativo,

Ao que é reprodução do som nativo

Que, em ondas, se espraiou desde a raiz

 

Porque, entre sopro e forma, mero crivo,

Não traço mais que um esboço criativo

Dos versos que um soneto a mim me diz.

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 28.01.2014 – 21.50h

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