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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
29
Jan14

MÃO

Maria João Brito de Sousa

 

(Soneto em decassílabo heróico)

 

A mão que esboça o verso, ampara a vida,

Transporta o saco cheio, amassa o pão,

Cava o torrão mais duro e, mesmo f`rida,

Prefere a dor sentida a não ser mão,

 

Renasce a cada causa antes perdida

E tece e fia e doba e faz questão

De, sobre a tela pronta e já tecida,

Lavrar, do próprio gesto, a criação.

 

A mão trabalha ainda, a mão persiste

E até quando algemada ela se agita;

Ou se livra da peia… ou lhe resiste!

 

Será por cada mão que não desiste

Que a força de que o mundo necessita

Justifica a razão que ao povo assiste!

 

 

Maria João Brito de Sousa – 29.01.2014 – 14.43h

 

 

"Cueva de las Manos" - Pintura Rupestre, Patagónia, Argentina

18
Jan14

TENTANDO COMEMORAR - COM OS QUATRO DIAS DE ATRASO QUE AS CIRCUNSTÂNCIAS JUSTIFICAM - O SEXTO ANIVERSÁRIO DO "POETA PORQUE DEUS QUER"

Maria João Brito de Sousa

SONETO CON(M)SENTIDO

 

 

(Em decassílabo heróico)

 

 

A mão morre na praia, o gesto hesita

E a voz vai-me cedendo às avarias

Que minam quanta carne o estro habita,

Um pouco mais e mais, todos os dias,

 

Porém, lembrando as horas mais sadias,

Renegando essa dor em si se agita,

Tenta o verso ir mantendo as ousadias

E canta pr`afirmar qu`inda acredita!

 

Saudades? Já vou tendo, o tempo voa

E voam, nestas rimas conquistadas

Às horas em que a dor a carne arpoa,

 

As palavras que, embora maltratadas,

Conseguem, nessa voz que em dor se escoa,

Sonhar com quantas mais nasçam cantadas!

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 18.01.2014 – 13.51h

 

IMAGEM - "Solstício de Verão" (xilogravura) - Manuel Ribeiro de Pavia, 1942

 

 

08
Jan14

SONETO A UM NOVO/ANTIGO SONHO

Maria João Brito de Sousa

 

(Em decassílabo heróico)

 


Eu trago um sonho antigo, omnipresente,
Como um grito vermelho no meu peito
Erguido contra a voz, que nunca aceito,
De quem a torna infame ou prepotente!

Mais alto elevo o sonho transparente,
Mais longe o levo intacto e sem defeito,
E é com el` que partilho o duro leito
Que cabe a quem não sonha impunemente.

Razões? Há tantas mil pr`a tê-lo aceso
E tantas mais crescendo, a dar-lhes peso,
Se ousamos ver a crua realidade

De quem já descobriu, mesmo indefeso,
Que um sonho, se for livre, é morto ou preso
Tão só porque evocava a liberdade!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 04.01.2014 – 18.16h

 

Reprodução de uma tela de Júlio (nome artístico de Júlio dos Reis Pereira, irmão de José Régio)

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