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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
26
Jan12

SONETO DO "FAIT DIVERS"

Maria João Brito de Sousa

 

Sonetos... não me nascem na algibeira,

Não são convenientes, nem se vendem

E quantas vezes não me surpreendem

Na pontaria rápida e certeira...

 

Não temerão, sequer, fazer asneira

- em fazendo-a, porém, não se arrependem...-

E nunca são submissos nem aprendem

Lição  que seja menos verdadeira...

 

Pr`além desta evidência, o que direi

De uns versos  loucos que nem mesmo sei

Metrificar, de tão desalinhados?

 

Inventar que fui eu que os programei,

Ou assumir, de vez, que "poetei"

Sem tempo pr`a perder com mais cuidados?

 

 

 

 

 Maria João Brito de Sousa - 26.01.2012 - 15.05h

 

 

 

Imagem da Feira da Ladra, retirada da internet

 

 

 

Nota - Ao contrário da mensagem que faz passar, este "sonetozeco" surgiu para contrariar uma vaga de falta de inspiração, teve um "parto" distócico e levou bastante tempo a nascer. Bastante mais do que 99% dos restantes...

17
Jan12

ESTE CLARO AMANHÃ QUE TAMBÉM CANTA

Maria João Brito de Sousa

 

 

Nenhum de nós aponta o punho erguido

No sentido contrário ao da vitória

Porque esse punho aponta sempre à glória

De tudo quanto temos conseguido

 

Nunca este sonho nosso foi vencido

- da derrota final não reza a História! –

E, trazendo a certeza da memória,

Nunca o nosso ideal será traído!

 

Já novo cravo rubro se agiganta

E um novo grito irrompe da garganta

De cada um dos nossos companheiros

 

Pois quando o nosso punho se levanta

Nasce um claro amanhã que também canta

Por fazer dos algozes prisioneiros!

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa 16.01.2012 – 19.59h

15
Jan12

DA QUALIDADE DOS SONHOS

Maria João Brito de Sousa

“Eu hei-de erguer um sonho e ser feliz!”

Porém, se inconsistente, o sonho morre

Sem chegar ao tal ponto em que descobre

Forma de erguer um caule, ousar raiz…

 

Sigo, portanto, um sonho que não quis

Usar fruto mordido, haste que dobre,

Ou frase que se agita e logo corre

Ao encontro de tudo o que se diz…

 

Levo, nele, o princípio desta sede

Que não se vê, não se ouve , nem se mede,

Num espaço que não seja aberto e justo,

 

Que vai até aonde o próprio o pede

- e não por caridade alguém concede –,

E sempre é conquistado a muito custo…

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 15.01.2012 – 20.34h

05
Jan12

O IMENSO MAR DOS SONHOS POR TECER (metáforas e duplos sentidos)

Maria João Brito de Sousa

Relembro as velhas asas  que não uso

 

Sobrevoando os medos que não tenho

 

Nesse eixo imaginário em que desenho

 

Rotas possíveis para o que eu recuso

 

 

 

E, de asas presas, no sonho difuso

 

Em que penso subir, mas me detenho,

 

Das amarras me solto, se as desdenho

 

E admito que voar seria abuso,

 

 

 

Pois quanto mais voar, mais vou rasando

 

Um chão que me captura, aprisionando

 

A terra em que me sou - sem nunca o ser... -

 

 

 

E tão mais alto irei, quão mais voando

 

Decida, lá do alto, ir mergulhando

 

No vasto mar que um sonho irá tecer…

 

 

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 05.01.2012 -13.13h 

 

 

 

01
Jan12

SONETILHO DO SONHO POSSÍVEL

Maria João Brito de Sousa

 

Andei por todos os cantos

Redescobrindo horizontes,

Vestindo todos os mantos

Das flores de todos os montes

 

Mergulhei nos rios mais santos,

Rumo à nascente das fontes

Que lhes dão vida, em quebrantos,

Brotando em líquidas pontes

 

Perfeitamente tangíveis,

De aparência cristalina,

De arcadas quase invisíveis,

 

Quase à dimensão divina…

(… fui mãe dos sonhos possíveis

de toda e qualquer menina…)

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 01.01.2012 – 15.07h

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