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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
18
Abr09

Notícias

Maria João Brito de Sousa

Estando impossibilitada de aceder à net, pede-me a Maria João que deixe aqui o seu MUITO OBRIGADA pela preocupação e carinho demonstrado, algo que, na adversidade é sempre um conforto.
Como provavelmente sabem, através dos comentários deixados pela Ligeirinha no post anterior, a Maria João tem, há mais de uma semana, fortes dores abdominais que lhe provocam um enorme desconforto e a impedem de qualquer actividade dita normal. Na passada 2ª feira, dia 13, deslocou-se ao hospital onde, nas suas próprias palavras, lhe fizeram análises, raios-X abdominal e toráccico e, após algumas horas na sala de aerossóis devido aos problemas respiratórios, lhe deram alta, indicando-lhe uma dieta rica em fibras e legumes, um laxante e analgésicos. Como as dores não abrandavam, na 5ª feira, dia 16, a técnica de apoio social que a acompanha desde há 10 anos, levou-a novamente ao hospital, de onde saiu esta madrugada, com as mesmas dores. Os exames e análises que fez nas mais de 24 horas que passou nas Urgências não chegaram às mãos da última médica que a viu e, como tal, deu-lhe alta com um  diagnóstico de infecção eventualmente urinária e mais uma receita para antibiótico e analgésico.

Falei agora mesmo com a Maria João, para confirmar se este meu relato era correcto, e está compreensivelmente cansada e desanimada.

Se for caso disso, voltarei a postar aqui mais notícias.
Entretanto resta-nos esperar que a situação melhore.


MHelena
(Autores Editora)

12
Abr09

PÁSCOAS

Maria João Brito de Sousa

Recordo a nostalgia dos "talvez"

Na clara incompletude dos convénios

E afogo a lucidez de muitos génios

Na minha insustentável pequenez...

 

Senhor que há tantos anos foste a rês

- tantas horas, Senhor, em dois milénios... -

E eu, na solidão dos meus decénios,

Contando o dia-a-dia a cada mês...

 

Reduzo a simbolismos de fachada

A estranha, imensa, sede que me deste?

Ou, mais teimosa ainda, eu sigo em frente?

 

Sei bem que nada sei (ou quase nada...)

E espero o tempo ardente, a hora agreste,

Na estranha condição de ser semente...

 

 

Imagem retirada da internet 

11
Abr09

O APRENDIZ DE POSEIDON

Maria João Brito de Sousa

Vivia em  grutas fundas e escavadas

Entre as altas falésias, nos rochedos,

E redimia as almas dos seus medos

Desde o cimo das rochas escarpadas…

 

A cada pôr de sol de horas passadas,

Ouvindo as confissões de mil segredos,

Contavam-se-lhe as almas pelos dedos

Que fossem, finalmente, libertadas…

 

Mas era persistente, este aprendiz,

Porque a urgência estava em ser feliz,

Em dar o seu melhor e prosseguir…

 

Nunca, por nunca ser, o desalento

Chegou a perturbar esse talento

No muito que ele ousava conseguir...


Maria João Brito de Sousa

 

Imagem retirada da internet

 

 

 

E VIVA A BRIOSA!

 

E viva a Briosa??? Porquê? Ganhou algum jogo? Bem... se eu fosse de algum clube, seria da Briosa... :) Já me lembro! Ganhou ao Benfica!

 

 

 

 

10
Abr09

ESQUECI-ME DE ME LEMBRAR...

Maria João Brito de Sousa

 

 

Esqueci-me de lembrar que amei assim,

Na meta horizontal do meu sentir…

Lembrei-me de esquecer, sem conseguir,

O que, de tanto amar, sobrou de mim

 

E, neste esquecimento, eu vi-me, enfim,

Como a continuação do meu porvir;

O tempo que eu gastei a perseguir

Essa ideia de amar, de dizer “sim”,

 

Foi tempo que, perdendo, não perdi,

Foi coisa de milénios, de segundos,

Foi coisa de viver para aprender

 

E agora, sabendo que o esqueci,

Meus sonhos mais longínquos e profundos

São os de me lembrar de não esquecer.

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 10.04.2009

 

09
Abr09

SEM PLÁGIOS, POR FAVOR!

Maria João Brito de Sousa

Por quantos plágios foram cometidos

E por quantas imagens usurpadas

Divulgo, neste espaço, às três pancadas,

O que agora chegou aos meus ouvidos:

 

Uma marca estrangeira copiou

Esta imagem de marca da Rosinha

E eu que, às vezes, sou boa vizinha,

Sugiro boicotar quem plagiou!

 

Divulgue-se e boicote-se este plágio

Da nossa companheira “copiada”!

Sejamos solidários, sempre unidos!

 

Todos consensuais, neste sufrágio,

Ponhamos a Oilily na bancada

Onde os plagiadores são os arguidos!

 

Este apelo à boa-vontade da blogosfera, chegou-me via http://jonasnuts.blogs.sapo.t/ e diz respeito a uma imagem de marca de uma artesã portuguesa, a Rosa Pomar, que está a ser vítima de plágio.

boycott oilily

 

Apelo a todos os meus amigos e companheiros de blogosfera - e não só... - a que boicotem a marca "OiLily", divulguem a situação nos seus blogs e contactos pessoais e a que visitem o blog da Rosa Pomar http://www.aervilhacorderosa.com/ ou a sua blogshop http://www.aervilhacorderosa.com/shop/ .

Basta de plágios! A todos os níveis...

 

Fotografia retirada do blog da Rosa Pomar, com o postal dela, em baixo, e uma etiqueta da Oilily, em cima.

08
Abr09

AMANHÃ OU DEPOIS...

Maria João Brito de Sousa

Amanhã, ou depois, vos falarei

Das asas de luar de uma partida,

Da estranha luz da Terra-Prometida,

Do menino de luz que eu encontrei.

 

Amanhã, ou depois, vos contarei

Desses longes de luz da minha vida,

Da longa-curta estrada percorrida

[milénios por minutos, que eu bem sei!]

 

Amanhã, ou depois, descreverei

O tempo já sem tempo que recordo

E a voz sem ter voz que então ouvi.

 

Amanhã ou depois… hoje não sei

Se amanhã, ou depois, ainda acordo,

Se amanhã, ou depois, estou por aqui…

 

 

07
Abr09

TUDO É CONFORME

Maria João Brito de Sousa

Amigo, é sempre assim: - tudo é conforme

Os passos que, na vida, vamos dando.

Umas vezes cansados, arquejando,

Quando a distância nos parece enorme…

 

Outras vezes correndo, descuidados,

Pensando: - É já ali, não tarda nada!

Outras, ainda, a nossa caminhada

É tão serena quanto os passos dados…

 

Tudo é conforme aquilo que soubermos

E aquilo que pensamos já saber.

Tudo é conforme aquilo que pudermos…

 

Tudo não é senão o que fizermos

Ao longo do que está por percorrer

Conforme as poucas coisas que entendermos…

 

06
Abr09

CLANDESTINIDADE

Maria João Brito de Sousa

 

Aqui, neste começo de ninguém,

               Na génese do meu desconhecido,

Nesta implosão do que não faz sentido,

Procuro o dealbar de um novo Além.

 

Aqui, onde me sei, se encontro alguém,

Um outro, como eu, que já perdido,

Procure ainda e esteja convencido

De poder encontrar-se em si, também,

 

Eu reconheço ter valido a pena!

Prossigo a caminhada, mais serena

Por saber que outros há que, como eu,

 

Se negam ao torpor das meias-vidas,

Que arriscam caminhadas proibidas

Em busca dessa luz que Deus lhes deu.

- - - * - - - * - - - * - - - * - - - * - - - * - - -

 

 

Este é o soneto com que eu teria concorrido aos Jogos Florais da Associação Portuguesa de Poetas, caso a memória me não tivesse, mais uma vez, atraiçoado. O mesmo aconteceu com o soneto com que eu quereria ter concorrido aos Jogos Florais de Almeirim e que eu ainda nem sequer consegui encontrar, por estar manuscrito num dos milhares de papéis com poemas que vou guardando muito bem guardadinhos e, depois, não encontro...

Não vou entrar em pânico por causa deste tipo de coisas. Raríssimas vezes entrei em pânico em toda a minha vida e nunca foi uma experiência útil.

Apenas peço desculpa pelo facto.

05
Abr09

O BERÇO

Maria João Brito de Sousa

Sereno e solitário antigo mundo

Do Feto Arbóreo em tramas colossais,

Do tempo em que nem mesmo os animais

Sonhavam existir... mundo fecundo!

 

Sereno antigo mundo em mutação,

Desabrochando em sonhos por sonhar...

Imagino-te - ou ouso recordar? -

Em estranha, absurda, louca comunhão...

 

Cada eclosão, em ti... pura riqueza!

Cada transformação um novo sonho

E cada despertar... um hino à vida!

 

Abarco essa estranhíssima beleza...

Talvez fosses selvático, medonho,

Mas foste tu o berço e a guarida!

 

Imagem retirada da internet - Feto Arbóreo

 

 

04
Abr09

MAR NOSSO

Maria João Brito de Sousa

Esgotei o mar no mar dos meus sonetos

[ou esgotou-me ele a mim, é o mais certo…]

O mar, lá longe… e fica aqui tão perto,

Esse secreto mar dos meus segredos…

 

Esgotou-se o mar em mim… só os desertos

De ondas de areia em estranho desconcerto

Parecem estar em mim que sei, decerto,

O Norte de outros mares e de outros medos…

 

E, no entanto, é mar e será mar

O sangue que me corre nestas veias

Enquanto o tempo o deixa em mim correr…

 

E, no entanto, eu, que nem sei cantar,

Já ouço, ao longe, o canto das sereias

Porque foi nesse mar que eu quis nascer…

 

 

Navegado para http://fabricadehistorias.blogs.sapo.pt/

 

 

NOTA - Queiram ter a bondade de descer as "escadinhas", depois de visitarem a Fábrica de Histórias, e ver o Prémio que está à vossa espera no http://premiosemedalhas.blogs.sapo.pt/

 

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