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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
28
Fev09

NA MESA DO CAFÉ

Maria João Brito de Sousa

Na mesa do café éramos quatro

Debicando o “lanchinho” habitual.

Formávamos um grupo original

Que ria livremente e sem recato…

 

No tempo dessas coisas que relato,

Em torno da mesinha, às sete-e-tal,

Numa heterogenia acidental,

Gastando o nosso riso ao desbarato…

 

Quatro “velhas” sentadas na esplanada,

Na comunhão da mesma gargalhada…

Eis o alvo geral das atenções,

 

Mas nós, que não julgamos mesmo nada,

Rimo-nos dessa ideia deformada

De quem tirou mil estranhas ilações…

 

 

 

Um prémio de amizade à vossa espera no http://premiosemedalhas.blogs.sapo.pt/

 

 

 

Quase, quase "depois do Adeus"...

 

27
Fev09

MÁSCARAS DE VIDA

Maria João Brito de Sousa

Eu sou a mascarada hipocrisia…

Na minha inglória forma de estar viva

Assumo-me em postura defensiva

E fujo das questões como uma enguia…

 

Outras vezes, porém, estou disfarçada

Apenas a brincar… sou teatral!

Logo mostro quem sou porque, afinal,

Eu pretendi ser tudo e não sou nada…

 

Por vezes, de mimética que sou,

Torno-me natural porque me dou

A tudo o que encontrar à minha volta…

 

Noutras, porém, sou mesmo traiçoeira!

Tentando dominar a vida inteira

Pareço até ser o “diabo à solta”…

 

 

Definido para http://fabricadehistorias.blogs.sapo.pt/

 

 

NOTA - Há um desafio à vossa espera no http://premiosemedalhas.blogs.sapo.pt/. Queiram ter a bondade de ir espreitar.... 

 

26
Fev09

O LIVRO DAS MIL COISAS QUE SONHEI

Maria João Brito de Sousa

 

Um dia. Mais um dia se passou...

Cansaço e esta saudade antecipada

Duma amiga que vai, não tarda nada,

Desertar desta vida em que encarnou.

 

Um livro. Mais um livro aqui ficou

Das palavras que encontro pela estrada,

Da viagem que faço, abençoada

Pelas muitas palavras que vos dou.

 

Uma dor. Outra dor, entre sorrisos...

Nesta viagem, quantos prejuízos,

E quantas alegrias vos narrei?

 

Um passo mais. Ainda tantos passos

Por dar, nestas palavras, nestes traços

Do livro das mil coisas que sonhei...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

25
Fev09

MONTANHAS...

Maria João Brito de Sousa

No cume da montanha, outra montanha…

E outra e outra ainda, por escalar.

[nunca a minha escalada irá findar

por muito que pareça inútil, estranha…]

 

No cume da montanha, ali ao fundo,

Avisto inesperados horizontes.

Respiro fundo e vou subindo os montes

Que alcanço na escalada deste mundo…

 

Um pouco além - quem sabe? - outro caminho

Me levará, enfim, de novo ao ninho

Onde sei pertencer desde o começo.

 

Comanda-me a vontade… e vou subindo!

[ao longe outras montanhas vão surgindo

Por trás de cada rocha em que tropeço…]

 

24
Fev09

ADEUS, AMIGA!

Maria João Brito de Sousa

Adeus amiga das horas cansadas,

Dos sonhos breves, da melancolia,

Destes desfiles do meu dia a dia

E dos passeios, pelas madrugadas.

 

Adeus amiga do sorriso manso,

Das mil corridas pela rua fora,

Desta amizade que não vem de agora…

Que seja suave a hora do descanso.

 

Que a tua morte te não traga dor,

Que seja um leve sopro e, sem temor,

Possas partir de cumprida que estás.

 

Que nunca o medo do que não conheces

Assombre esse momento em que adormeces…

Que a vida em ti termine, agora, em paz.

 

 

 

 

23
Fev09

OS CRIADORES DE AFECTOS

Maria João Brito de Sousa

Sinceramente, fui  [ou talvez não...]

Um ser na vertical do seu sentir...

Depois serei o que aqui conseguir,

A partir desta humana encenação...

 

Prossigo o meu papel de aceitação

Em direcção aos tempos do porvir

Porque tenho este dom de pressentir

Que outros irão chamar de vocação...

 

Só não pressinto nada de concreto.

Apenas o que pode acontecer

Se nos não dermos todos, mais e mais...

 

Sejamos mais AMOR, porque o afecto,

É tudo o que nos pode engrandecer.

À vida, a nós, aos outros animais...

 

 

Imagem - Pequeno Mundo dos Criadores de Afectos

                

                 Maria João Brito de Sousa

 

22
Fev09

O PAPEL NA PEÇA

Maria João Brito de Sousa

Todos temos papéis na estranha peça

Da nossa curta vida ocasional.

Alguns pensam que não. É esse o mal!

Outros sabem que tudo recomeça.

 

Pessoalmente, sei que tudo interessa,

Que, agindo num contexto virtual,

Posso ser mais concreta, mais real,

Do que, em qualquer contexto, uma promessa…

 

Assim me cumpro em órbita do mundo,

No papel do poema em que me afundo,

Movida por mil forças que me impelem.

 

Assim me sei, me dou e represento

O papel que me cabe. O meu sustento

Virá do que os poemas vos revelem…

 

 

Imagem retirada da internet

21
Fev09

O NOVO BLOGUE DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE POETAS

Maria João Brito de Sousa

Faço votos para que a nossa associação encontre, na blogosfera, os "ventos de feição" que a auxiliem nesta tarefa árdua, mas gratificante e dignificante, de espalhar pelo mundo a Poesia.                      

 

 

Permito-me reproduzir o logotipo da Associação Portuguesa de Poetas (APP) - muito embora redimensionado - para prestar a minha humilde homenagem de boas vindas a esta associação, à qual me orgulho de pertencer.

 

Com efeito, a APP encontra-se já em blogue, e é com profunda alegria que vos deixo neste artigo, bem como nos links laterais do poetaporkedeusker, o seu endereço online  http://appoetas.blogs.sapo.pt/

 

Deixo - em reedição online - um soneto que dediquei, o ano passado, à Presidente da APP, Exma. Sra. D. Maria Ivone Vairinho.

 

 

 GUIA DE MARCHA

 

 

Lá vais subindo a pulso, é alto o muro,

Já suada e cansada, vais parar...

E páras, mas de novo irás tentar

E nisto tu constróis nosso futuro.

 

Já na recta final é menos duro

Pois sabes que não podes recuar

E sentes-te mais leve e vais chegar

E nasce um novo sol num céu mais puro...

 

Se vais pelo caminho e, sempre em frente,

Intuis, decerto, a meta dos teus passos,

Se das pedras que encontras edificas

 

Um muro menos duro embora urgente...

Então benditos sejam teus cansaços

Pois Deus estará aonde O dignificas!

 

 

 

Um grande abraço e as minhas saudações poéticas e associativas!

 

 

20
Fev09

"UM SORRISO NOS OLHOS" e "ASPIRAÇÕES"

Maria João Brito de Sousa

Apaguei um sorriso iluminado

Porque sorrir pecava por excesso...

Fiquei toda virada do avesso

Com este meu sorriso sufocado...

 

Ficou, dele, este esgar semi-esboçado

Do riso a qu`rer sair sem ter acesso,

- sorriso sempre à espera do regresso-

Porque o sorriso, a mim, me foi negado...

 

Quem quer este sorriso por nascer?

Este sorriso que se quer esconder

Por detrás dos meus olhos indiscretos?

 

Quem quer este sorriso que sufoca,

Que vos sorri dos olhos, não da boca,

Estes focos de luz, sempre directos?

 

 

ASPIRAÇÕES

 

Há coisas que eu não dou porque só dou

As coisas que esta chama em mim comanda

Quando estou debruçada na varanda

Olhando uma avezinha que passou.

 

Às vezes, já esquecida de quem sou,

Quero voar também, mas logo abranda,

Esta minha ilusão, esta demanda,

De chegar onde alguém jamais chegou...

 

Depois, a chama em mim, volta a acender,

Lembro essa  ave que, sem perceber,

Por instantes guiou meus pensamentos...

 

Reflicto, paro e volto a debruçar-me...

[Esta chama, cá dentro, a empurrar-me

E a ave, lá no alto, em voos lentos...]

 

 

 

Imagem retirada da internet

 

É com um "sorriso nos olhos" que vos convido a todos para uma definição de AMOR.

 

http://premiosemedalhas.blogs.sapo.pt/

 

 

 

 

19
Fev09

"OS PORQUÊS..." e "NASCER E CAMINHAR"

Maria João Brito de Sousa

Cheguei à revelia de quem sou.

Fui luz, fui cor, fui bola de sabão...

Do fundo desta estranha dispersão

Serei cada palavra em que me dou...

 

Circulo pelo Tempo. Aonde vou

Encontro a minha nova dimensão,

Desponto em cada vida ou geração

Que a vontade-de-ser arquitectou...

 

Sou tudo o que quiser, quando eu quiser,

Para além do meu corpo de mulher,

Muito além desta absurda pequenez!

 

Limites? Só no ponto em que, cansada,

Desista de sonhar, fique parada

E deixe de sentir tantos "porquês"...

 

 

NASCER E CAMINHAR

 

Desponto nesta terra de lonjuras...

Levantado do chão eu trago em mim

Este prenúncio de princípio e fim

E este sorriso feito de amarguras...

 

Devolvo-me às ideias, por momentos.

Deste lado de mim a vida é breve

Mas eu quero bem mais e pairo, leve,

No sobrenatural dos pensamentos...

 

De humana construção e porte altivo,

Prometo não parar enquanto vivo!

Sou, por dentro e por fora, o que entender!

 

Trago nas minhas mãos poderes infindos,

Transformo tudo em artefactos lindos

Que não mais usarei quando morrer...

 

 

 

 

Imagem retirada da internet

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